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"Libidinoso e mal-educado", diz Pedro Cardoso sobre concurso de miss infantil do Programa Silvio Santos

Em seu texto, Pedro define Silvio Santos como um "irresponsável social" que enriqueceu "vendendo ilusão para pobres brasileiros"

19:52 | 07/10/2019
"Libidinoso e mal-educado", diz Pedro Cardoso sobre concurso de miss infantil do Programa Silvio Santos.(Foto: Reprodução/TV Cultura/Divulgação/SBT)

Alvo de dois inquéritos na Justiça, o concurso de miss infantil do Programa Silvio Santos continua dando o que falar. Dessa vez, o ator Pedro Cardoso, conhecido pelo papel de Agostinho Carrara, em "A Grande Família", resolveu se pronunciar sobre o caso, proferindo críticas ao dono do SBT.

"Faz tempo que venho querendo falar sobre Silvio, que de santo não tem nada. Pudores de respeito para com a democracia me dificultavam, no entanto. Mas diante do concurso de beleza de crianças desfilando de maiô para serem julgadas por sua aparência, meus pudores deram lugar a revolta", iniciou o ator em publicação no Instagram.

Em seu texto, Pedro define Silvio Santos como um "irresponsável social" que enriqueceu "vendendo ilusão para pobres brasileiros". "Nunca gostei de ir lá [SBT]. Silvio participa de longa data do projeto fascista brasileiro. Agora é garoto propaganda declarado dele. Acho que ele presta um desserviço ao Brasil com sua televisão medíocre e seu comportamento libidinoso e mal educado. Dane-se o meu pudor. Não me acho mais obrigado a garantir democracia para quem se dedica a destruí-la", continuou.

"Desfile de beleza infantil - doença norte-americana que Silvio e seus iguais tanto admiram - é uma afronta insuportável a dignidade da pessoa. São mesmo falsos os moralistas pseudorreligiosos hoje no poder", criticou.

Ao fim de seu texto, o ator ainda ressaltou que, provavelmente, sua opinião fecharia as portas para futuras oportunidades de emprego, mas que não ligava. "Além do SBT, Pedro criticou outras emissoras nacionais. "Os caminhos se fecharão para mim com o que digo aqui. Mas de que me valem caminhos abertos que conduzem ao lugar sombrio da ignorância? Nada", disse.

 

 

 

 

 

 

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Faz tempo que venho querendo falar sobre Silvio, que de santo não tem nada. Pudores de respeito para com a democracia me dificultavam, no entanto. Mas diante do concurso de beleza de crianças desfilando de maiô para serem julgadas por sua aparência, meus pudores deram lugar a revolta. Nunca gostei de Silvio. Acho o trabalho dele de péssima qualidade. Acho o programa dele chatíssimo. Acho que Silvio fez dinheiro vendendo ilusão para pobres brasileiros. Acho Silvio um irresponsável social. Estive na tv dele para dar entrevista sobre o meu trabalho e nunca gostei de ir lá! Silvio participa de longa data do projeto fascista brasileiro. Agora é garoto propaganda declarado dele! Acho que Silvio presta um desserviço ao Brasil com sua televisão mediocre e seu comportamento libidinoso e mal educado. Dane-se o meu pudor. Não me acho mais obrigado a garantir a democracia para quem se dedica a destruí-la. E não é só Silvio e o seu SBT. São inúmeras as concessões públicas de rádio e tv usadas para minar as bases intelectuais da nossa democracia. O compromisso para com a democracia nos exige tomarmos nítida posição contra quem a quer destruir. O poder da comunicação de massa é tamanho que as empress a quem nós cedemos o uso devem estar submetidas ao mais rigoroso compromisso democrático. E nisso incluo todas! Umas mais outras menos, TODAS - redes Globo, TV, Band... todas! - as empresas de comunicação de massa no Brasil ainda devem a nós uma muito mais responsável atuação. Os caminhos se fecharão para mim com o que digo aqui. Mas de que me valem caminhos abertos que conduzem ao lugar sombrio da ignorância?! Nada. Desfile de beleza infantil - doença norteamericana que Silvio e seus iguais tanto admiram - é uma afronta insuportável a dignidade da pessoa. São mesmo falsos os moralistas pseudo religiosos hoje no poder. O silêncio deles os revela! Sugiro que todas as concessões de sinal de rádio e tv sejam revistas em um futuro governo democrático; não a luz da politica partidária; mas da seriedade, da honestidade e do compromisso para com a democracia e o estado laico por parte de quem as pretende explorar. Rádios e tvs, devem ser lugar de seriedade. Viva a TV Cultura.

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