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Na Alemanha, homem atira em funcionário de posto após ter venda negada por estar sem máscara

Após ter tido venda recusada por estar sem máscara, suspeito sai da loja, volta uma hora e meia depois e, ao ser alertado novamente, atira no atendente
09:38 | Set. 21, 2021
Autor AFP
Tipo Notícia

O homicídio de um funcionário em um posto de gasolina na Alemanha, no último sábado (18), por se negar a registrar as compras de um cliente sem máscara, gerou fortes reações no país.

 

O suposto assassino, de 49 anos, de Idar-Oberstein (oeste), foi detido, anunciou a polícia da Renânia-Palatinado em um comunicado divulgado na segunda-feira à tarde (20).

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O funcionário deste posto, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender o cliente, que queria comprar cervejas, por não estar usando máscara higiênica de proteção contra o coronavírus.

 

Irritado, o homem saiu da loja, deixando as cervejas no balcão. Voltou uma hora e meia depois, de máscara, mas tirou-a para provocar uma reação do caixa.

 

Depois de ser novamente solicitado a usar sua máscara da maneira correta, o cliente sacou um revólver e atirou no estudante, que morreu na hora, relatou a polícia.

 

O suspeito se apresentou no dia seguinte na delegacia.

 

O acusado disse aos policiais que se sentiu "acuado" pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19, considerando-as como uma "crescente violação de seus direitos" e que não viu "outra saída", disse ontem o promotor Kai Fuhrmann.

 

Os investigadores revistaram seu apartamento, onde encontraram a arma do crime, assim como outras armas de fogo e munições.

 

O prefeito de Idar-Oberstein, Frank Frühauf, lamentou esse ato "terrível". Os moradores depositaram flores e velas em frente ao posto de gasolina.

 

A ministra da Agricultura, Julia Klöckner, do partido conservador de Angela Merkel, CDU, na região, disse ter ficado chocada com o assassinato.

 

No Twitter, a líder ambientalista Katrin Göring-Eckardt afirmou estar "profundamente abalada" com a morte do jovem, "resultado cruel do ódio", segundo ela.

 

A polícia não especificou se o assassino faz parte do movimento "Querdenker" ("Pensadores Livres"). Este grupo se tornou a principal voz crítica das restrições sanitárias impostas na Alemanha durante a pandemia.

 

Em abril deste ano, os serviços de Inteligência da Alemanha anunciaram que estavam monitorando membros do Querdenker, sob suspeita de vínculo com o extremismo de direita.

 


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