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Coronavírus
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Brasil integra testes de vacina Oxford/AstraZeneca contra variante Beta

Ao todo, serão 2.250 voluntários no Brasil e em outros três países com um novo imunizante que busca ser eficaz contra todas as variantes do vírus causador da Covid-19

Alan Magno
23:47 | 27/06/2021
Teste de vacina da Oxford/AstraZeneca contra variante Beta e outras mutações do coronavírus causador da Covid-19 será feito no Brasil (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Teste de vacina da Oxford/AstraZeneca contra variante Beta e outras mutações do coronavírus causador da Covid-19 será feito no Brasil (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasil, África do Sul, Polônia e Reino Unido integram região das fases II e III da vacina da Universidade de Oxford em parceria com laboratório AstraZeneca contra variante Beta (B.1.351, sul-africana) do coronavírus. A informação foi divulgada pelas entidades neste domingo, 27, e faz parte de uma pesquisa inicial que busca aperfeiçoar o imunizante usado ao redor do mundo para que se torne eficiente contra todas as eventuais variantes que possam vir a surgir. 

Ao todo, serão 2.250 voluntários nos países citados. De acordo com nota técnica da pesquisa, a AZD2816, alteração da vacina da Oxford/Astrazenca, que já existe, será aplicada em pessoas maiores de 18 anos, que não tenham Covid-19 e que já tenham sido completamente imunizados com as duas dozes da vacina. 

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“É importante continuarmos à frente das variantes geneticamente diferentes do coronavírus. O AZD2816 deve ajudar a ampliar a resposta imunológica dos indivíduos contra variantes emergentes que estão gerando preocupação ao redor do mundo", afirma o professor Andrew Pollard, diretor do núcleo de desenvolvimento Oxford Vaccine Group., vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento de Biofarmacêuticos, 

A ideia da pesquisa é garantir que variantes do coronavírus não sejam uma preocupação para a humanidade no futuro, caso os resultados, previstos para o fim do ano, sejam positivos. As entidades querem propor uma nova campanha de vacinação no mundo todo. 

Nova vacina contra variantes da Covid-19


Caso aprovada e promissora, a nova vacina poderá ser administrada em quem nunca foram vacinadas contra Covid-19. Naqueles que já receberam o imunizante, a nova vacina poderá substituir a segunda dose após quatro semanas da aplicação da primeira. 

Em nota conjunta, o laboratório AstraZeneca e a universidade britânica, Oxford, afirmam que a nova vacina tem como base o princípio ativo da vacina já testada e aprovada. A principal alteração está relacionada à ampliação do código genético associado à proteína "spike", a qual o coronavírus usa para se ligar às células saudáveis e infectar o organismo com a Covid-19. Os pesquisadores buscam garantir que os anticorpos gerados a partir da vacina possam ser totalmente eficazes contras as variantes, sejam estas mais transmissíveis, com maior poder de infecção ou com maior índice de geração de quadros graves da doença. "Essas modificações são mínimas, e, em todos os outros aspectos, as duas vacinas são iguais", destaca a nota.