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Coronavírus
NOTÍCIA

Jornalista indiano morre de Covid-19 após implorar por leito de hospital no Twitter

Nos últimos momentos de vida, o repórter usou sua página no Twitter para afirmar que não estava conseguindo ter a internação aceita por unidades de saúde

14:51 | 20/04/2021
O jornalista morava na Índia e lutava para ser admitido em um hospital. (Foto: Jewel SAMAD / AFP)
O jornalista morava na Índia e lutava para ser admitido em um hospital. (Foto: Jewel SAMAD / AFP)

Um jornalista de 65 anos, identificado como Vinay Srivastava, morreu em decorrência da Covid-19 enquanto tentava conseguir atendimento médico nesse sábado, 17, em Uttar Pradesh, na Índia. Nos últimos momentos de vida, o repórter usou sua página no Twitter para afirmar que não estava conseguindo ter a internação aceita por unidades de saúde e chegou a implorar que autoridades locais o ajudassem.

"Médicos e hospitais em seu estado se tornaram todos autocráticos: eu tenho 65 anos, junto com isso, tenho espondilite. Meu nível de oxigênio caiu para 52 e nenhum hospital, laboratório, ou médico está atendendo ao telefone", escreveu Vinay um dia antes de morrer, marcando o ministro-chefe do estado, Yogi Adityanath.

A publicação repercutiu na rede social e seguidores pediram para que o profissional mantivesse sua fé, ao que ele retrucou: “Por quanto tempo devo manter a fé? Agora meu nível de oxigênio é 50, e o guarda do hospital Balrampur não está me deixando entrar". No sábado, o homem atualizou seu estado pela última vez, questionando: “Meu oxigênio está 31. Quando alguém vai me ajudar?"

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De acordo com informações do jornal Extra, o filho do jornalista, Harshit Srivastava, contou em entrevista concedida a veículos locais que nenhum hospital quis internar o homem sem um resultado positivo para a doença, mesmo que ele tenha apresentado os sintomas da patologia. Só na manhã de sábado, horas antes da morte, é que foi realizado um exame, que só daria um diagnóstico em três dias.

O filho de Vinay ainda afirmou que tentou uma carta de recomendação do Diretório Médico local, documento requisitado por hospitais da região para admitir pacientes, mas não teve êxito. "Corremos de um lugar para outro, mas não conseguimos um cilindro de oxigênio para ele. Um parente nos emprestou seu próprio cilindro. Fui reabastecê-lo à meia-noite. Havia uma longa fila para isso também. Tive que lutar com outros para salvar meu pai', teria relatado ainda, conforme reportagem.