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Coronavírus
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Cerca de 60% dos municípios cearenses enfrentam dificuldades na compra de medicamentos para intubação

Governo do Estado vai centralizar a compra e viabilizar distribuição dos insumos para atender a demanda dos municípios cearenses por 30 dias

20:23 | 22/03/2021
Intubação tem sido procedimento cada vez mais realizado na busca de manter a vida de pacientes com Covid-19. Entretanto, saúde está em risco diante da falta de suprimentos. (Foto: AFP)
Intubação tem sido procedimento cada vez mais realizado na busca de manter a vida de pacientes com Covid-19. Entretanto, saúde está em risco diante da falta de suprimentos. (Foto: AFP)

Com o aumento da 2ª onda da Covid-19 e o consequente crescimento da demanda por medicamentos para intubação de pacientes, o Brasil vive uma crise no abastecimento dos insumos. No Ceará, cerca de 60% dos municípios enfrentam dificuldades para a aquisição dos medicamentos, como sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares, de acordo com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE). Para resolver o problema, o Governo do Estado vai fazer a aquisição e viabilizar  distribuição para atender aos municípios por 30 dias. 

A pasta articula uma forma de centralizar a compra do material com diversos fornecedores e realizar convênios com os municípios para tornar a chegada dos medicamentos mais rápida. Conforme Sayonara Cidade, presidente do Conselho, a última remessa enviada pelo Ministério da Saúde chegou nesse final de semana. Dos 20 itens que constam na lista do kit intubação, dois foram entregues.

LEIA MAIS | Kit intubação: o que é e como está a situação de escassez de medicamentos?

"O Estado vai fazer a aquisição para todos os estabelecimentos que estão realizando intubação por 30 dias. É o tempo em que se define a situação do Ministério e os municípios conseguem mais alguma coisa com seus fornecedores", explica. Ela detalha que os municípios de pequeno porte estão mantendo pacientes intubados ou com reserva alta de oxigênio até que haja vaga para internação, o que torna a situação mais preocupante. Na tarde desta segunda -feira, 22, o conselho se reuniu com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) para discutir a questão. 

"Os municípios com situação mais crítica são os que estão internando pessoas que não são do seu perfil de atendimento. Quanto menor, a situação é pior. Muitos não trabalhavam com essas medicações e não tinham nem licitação especificamente para esse tipo de medicamento", cita. Algumas cidades têm estoque suficiente para 10 a 15 dias. Unidades de saúde estaduais, conforme Sayonara, têm mais facilidade para realizar a compra.