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Coronavírus
NOTÍCIA

Para atender apenas pacientes de Covid, Gonzaguinha do José Walter remaneja pacientes pediátricos

Atendimento pediátrico será remanejado para postos de saúde e as consultas materno-infantis serão direcionadas para o Gonzaguinha da Messejana

Marília Freitas
13:03 | 08/03/2021
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.02.2021: Hospital Municipal de Maranguape atinge a capacidade máxima na ala de COVID e transfere 10 pacientes para capital. (Foto: Thais Mesquita/OPOVO) (Foto: Thais Mesquita)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.02.2021: Hospital Municipal de Maranguape atinge a capacidade máxima na ala de COVID e transfere 10 pacientes para capital. (Foto: Thais Mesquita/OPOVO) (Foto: Thais Mesquita)

Os atendimentos pediátricos do Hospital Gonzaguinha do José Walter serão remanejados para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e outros postos de saúde próximos à unidade. Mudança é resultado do aumento de casos de Covid-19 em Fortaleza. A unidade, agora, estará focada no atendimento de pacientes com a doença.

As informações foram divulgadas em live hoje, 8 de março, pela titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Ana Estela Leite, e pelo prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT). Segundo Estela, a unidade vem mantendo um atendimento de clínica médica para pacientes com sintomas de síndrome gripal. Todos os leitos do Gonzaguinha também serão remanejados para pacientes com suspeita da Covid-19. Todos os atendimentos relacionados à maternidade (cuidado materno-infantil) foram transferidos para o Gonzaguinha de Messejana.

Estela ainda informou que a tubulação de gases da unidade está sendo reformada, com o intuito de reforçar a disponibilidade de oxigênio. Estela garantiu que desde o ano passado, o contrato com a fornecedora da substância, White Martins, está aditivado. O abastecimento se dá através de tanques, com cerca de três UPAs tendo produção de estoque em seus espaços.

Compra de insumos é ponto-chave para pasta

 

Sarto (PDT), prefeito de Fortaleza, informou que algumas distribuidoras têm se negado vender insumos para tratamento da Covid-19 ao poder público - como medicamentos e luvas. "Como eu já falei, o mercado privado saturou sua rede antes do público. Aqui e acolá, fornecedores têm se negado a vender para o poder público e estávamos, dentre outras coisas, discutindo isso", falou ao lado da titular.

O chefe do Executivo da Capital informou que a rede municipal de atendimentos vem sendo expandida e que, até o fim de março, o número de leitos será superado quando comparados a maio de 2020 - período de pico da pandemia. Segundo ele, serão mais de 100 leitos até o fim do mês, além do acompanhamento das unidades.