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Abrasel rechaça medidas restritivas decretadas pelo Estado

Já o Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE) lançou carta aberta ao governador do Estado também enfatizando surpresa com o anúncio feito nesta terça-feira
21:44 | Fev. 02, 2021
Autor Mateus Brisa
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Mateus Brisa Estagiário
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Tipo Notícia

Atualizado às 21h56

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) rechaçou, por meio de nota, as novas medidas restritivas anunciadas pelo governador Camilo Santana nesta terça-feira, 2. Segundo a entidade, a mudança “pegou totalmente de surpresa os milhares de empregadores, afetando, inclusive, os empregados e suas famílias”.

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“Por ineficiência do Estado em criar medidas preventivas, em fiscalizar setores que descumprem as orientações sanitárias, o Governo lança a conta para o trabalhador pagar sozinho, sem nenhuma contrapartida que garanta a sobrevivência das empresas e empregos”, afirma a Abrasel.

Ainda, a associação relatou no documento que até o momento não recebeu resposta quanto a um pedido judicial encaminhado há cinco meses para o Governo Estadual. No pedido, foi solicitada a apresentação de um plano de retomada das atividades na capital com critérios específicos para cada fase de reabertura. “Ao contrário disso, recebe[mos] mais uma vez um anúncio que, além de não estar se mostrando efetivo para a saúde pública até o momento, ainda resultará na morte de mais empresas”, conclui a Abrasel.

 

Já o Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE) lançou carta aberta ao Governador do Estado também enfatizando surpresa com o anúncio feito por Camilo Santana (PT) nesta terça-feira. "É com grande surpresa que assistimos à live realizada na noite de 02/02, em redes sociais, na qual Vossa Excelência determinou abruptamente medidas restritivas a um dos setores mais impactados pela pandemia de Coronavirus, o setor de alimentação fora do lar", trouxe o documento.

A entidade ainda relata o espanto do segmento com as medidas já valendo a partir da quarta-feira, 3. "O que era previsto literalmente ontem, hoje já não tem serventia. Não nos resta outro pensamento a não ser o de termos a certeza de que Vossa Excelência não tem convicção das medidas tomadas por seu próprio governo."

A carta questiona como os restaurantes e bares poderão sobreviver sem um mínimo de tempo para, por exemplo, dar férias a funcionários (evitando mais demissões), ou mesmo comprar estoque menor, a fim de não armazenar produtos para o turno da noite.

Com as novas medidas, que entram em vigor amanhã, 3, e têm duração de 15 dias, apenas serviços essenciais poderão funcionar em Fortaleza após às 20 horas. Nos fins de semana, os restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação fora do lar só funcionarão até as 15 horas, para o horário de almoço.

O governador explicou que as novas medidas restritivas foram tomadas em consequência do aumento significativo do número de casos no Estado, especialmente em Fortaleza, além da maior pressão causada na rede assistencial do Ceará. Ele ponderou ainda que o Estado não tem condições para vacinar a população cearense em massa, o que ajudaria na contenção dos casos.

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