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Coronavírus
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Intervalo entre doses da vacina pode ser de até 3 meses, diz Fiocruz

De acordo com Marco Krieger, a dose de reforço da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca aumenta em sete vezes a resposta imunológica

10:39 | 10/01/2021
A certificação é indispensável para análise de pedidos de uso emergencial e de registros definitivos dessas vacinas. (Foto: AFP PHOTO / UNIVERSITY OF OXFORD / John Cairns)
A certificação é indispensável para análise de pedidos de uso emergencial e de registros definitivos dessas vacinas. (Foto: AFP PHOTO / UNIVERSITY OF OXFORD / John Cairns)

A dose de reforço da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford-Fiocruz pode ser administrada em até três meses após a primeira dose, afirmou o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Krieger. Em entrevista à CNN, ele explicou que a resposta imunológica aumentou em sete vezes nas ocasiões em que a segunda dose foi administrada dentro desse período.

"Inicialmente, a gente tem uma eficácia muito alta já na primeira dose da vacina, ao redor de 73%. Mas é importante salientar que um reforço dessa vacina aumenta essa resposta”, comentou. A Fiocruz enviou o pedido de uso emergencial da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na sexta-feira, 8. De acordo com site da agência, o pedido da Fiocruz continua em análise.

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Além da Fiocruz, o Instituto Butantan também pediu o uso emergencial da vacina Coronavac, desenvolvida com a farmacêutica Sinovac. No entanto, a Anvisa oficiou o instituto nesse sábado, 9, pedindo o envio de documentos faltantes para análise do pedido, a maioria envolvendo dados sobre os participantes dos testes.