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Coronavírus
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Comitê do Consórcio NE recomenda criação de "comissão nacional de vacinação" independente pelos governadores

Comitê afirma que a segunda onda da Covid-19 já se instalou em todo Brasil e recomenda medidas de distanciamento social mais restritivas para frear avanço

20:17 | 21/12/2020
CAMILO SANTANA em reunião com os governadores do Nordeste em abril de 2020 (Foto: Divulgação)
CAMILO SANTANA em reunião com os governadores do Nordeste em abril de 2020 (Foto: Divulgação)

O Comitê Científico do Consórcio Nordeste afirma que a "segunda onda da epidemia da Covid-19 já se instalou em todo Brasil" e que medidas de distanciamento social devem ser mais restritivas. Por meio de boletim, publicado na última sexta-feira, 18, o comitê defende que os governadores criem uma "comissão nacional emergencial de vacinação" independente para assessorar os 27 governos estaduais nas negociações com o Ministério da Saúde e fornecedores internacionais. O objetivo é definir "uma estratégia de vacinação unificada para o país".

O comitê recomenda que o Consórcio Nordeste negocie com "todos os fornecedores de vacinas que tenham tido sua eficácia e segurança demonstradas em estudos clínicos de fase 3, e que tenham sido aprovadas para uso, quer pela Anvisa, quer por instituições reconhecidas internacionalmente como o FDA americano e o CDC europeu". Na avaliação dos especialistas, as vacinas aprovadas por organismos internacionais devem ser consideradas para uso emergencial mesmo antes da aprovação formal da Anvisa.

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O documento orienta que as cidades com mais de 80% de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e curvas de caso e óbitos crescentes (com taxa de reprodução acima de 1) instituam o lockdown (isolamento rígido) por pelo menos 14 dias. Conforme o documento, "se não forem implementadas medidas restritivas durante as festividades natalinas, o número de infectados e de óbitos pode voltar a crescer de forma exponencial e fora de controle na região NE". 

Dentre as restrições indicadas está a limitação da lotação dos veículos de transporte público e do número de pessoas em feiras ao ar livre, lojas de rua e shoppings. O fluxo de pessoas também deve ser limitado em equipamentos culturais, academias de ginástica e templos religiosos. 

Outro ponto abordado é a importância de medidas para dificultar a importação do vírus. Dentre elas, a implantação de laboratórios nos aeroportos capacitados a realizar testes RT-PCR com resultados em até 4 horas; exigência de apresentação de atestados que comprovem a ausência de infecção por meio de testes realizados até 48 horas antes do embarque; obrigatoriedade de quarentena de 14 dias para os turistas cuja testagem seja positiva para a Covid-19, os que não apresentem atestados que comprovem a ausência de infecção ou que se recusarem a fazer os testes.

Grupo indica ainda a renovação de medidas de proteção às equipes de saúde, testagem e rastreamento de casos e reativação de leitos de enfermaria e UTI, bem como os hospitais de campanha com antecedência. Os especialistas frisam a necessidade de fazer busca ativa de pessoas infectadas.

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