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Capacete criado no Ceará para o tratamento da Covid-19 é aprovado pela Anvisa

O equipamento foi elaborado em um tempo recorde de 3 meses
15:59 | Nov. 06, 2020
Autor Beatriz Gonçalves
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Beatriz Gonçalves Jornal
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Tipo Notícia

O capacete  Elmo, que funciona como um mecanismo de respiração artificial não invasivo, evitando a necessidade de intubação do paciente, foi aprovado em testes com pacientes, fase obrigatória para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizasse a sua produção em escala industrial. A aprovação ocorreu em outubro, quando pacientes com coronavírus, internados no Hospital Leonardo Da Vinci, em Fortaleza, responderam positivamente ao tratamento com o equipamento. Agora, o produto será produzido em larga escala pela empresa cearense Esmaltec.

Os resultados relacionados ao uso do equipamento, que foi desenvolvido em tempo recorde de três meses no Ceará, foram divulgados nesta quarta-feira, 4, no canal da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) no YouTube. Participaram do encontro o médico Marcelo Alcântara, idealizador do dispositivo, e Jadson Franco, supervisor do Centro de Investigação Científica da Escola.

Feito com silicone e PVC, o equipamento barateia o tratamento da Covid-19. O capacete também proporciona que o gás carbônico não seja expelido no ambiente, garantindo a segurança dos profissionais de saúde. "Dentro do que ele fornece, pode prevenir a necessidade de intubação e suas implicações. Além disso, ele é muito simples para o profissional de saúde manusear", explica a fisioterapeuta Gabriela Carvalho, que participou das pesquisas com o produto. O capacete também poderá ser usado no tratamento de outras doenças pulmonares.

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Na apresentação do projeto, Marcelo Alcântara explicou que a força que o indivíduo faz ao respirar aumenta a probabilidade de uma lesão pulmonar, o Elmo daria auxílio nessa ação, evitando lesões graves no pulmão. "Nós não temos nenhuma droga para tratar diretamente o vírus, o que temos é suporte", detalhou.

Baseado no equipamento europeu Helmet, o Elmo foi desenvolvido por uma força tarefa entre o Governo do Ceará, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Ceará), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor).

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