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Coronavírus
NOTÍCIA

Israel e Melbourne começa desconfinamento, enquanto Europa enfrenta segunda onda

Após um mês de restrições, creches, pré-escolas, parques nacionais e praias reabriram em Israel. Na Austrália, os cinco milhões de habitantes de Melbourne, a segunda maior cidade do país que está confinada há mais de 100 dias, podem, a partir deste domingo, sair de casa por mais de duas horas por dia

12:43 | 18/10/2020
As pessoas fazem um piquenique em um parque em Melbourne em 18 de outubro de 2020, enquanto o governo estadual anuncia relaxamento de algumas restrições enquanto a cidade enfrenta uma segunda onda da Covid-19 (Foto: AFP)
As pessoas fazem um piquenique em um parque em Melbourne em 18 de outubro de 2020, enquanto o governo estadual anuncia relaxamento de algumas restrições enquanto a cidade enfrenta uma segunda onda da Covid-19 (Foto: AFP)

Submetidas a restrições draconianas devido à pandemia da Covid-19, Israel e a cidade australiana de Melbourne começaram um desconfinamento progressivo neste domingo (18), enquanto a Europa caminha no sentido oposto, com uma forte segunda onda.

 

Após um mês de restrições, creches, pré-escolas, parques nacionais e praias reabriram em Israel. Também voltaram a funcionar empresas que não atendem o público. Agora, os israelenses podem se deslocar até mais de um quilômetro de casa. As reuniões seguem, porém, limitadas a menos de dez pessoas em ambientes fechados, e a 20, ao ar livre.

 

"Saímos [do confinamento], desta vez, com cautela", declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

 

Esta primeira fase vai durar vários meses, até fevereiro de 2021.

 

Na primavera boreal (outono no Brasil), Israel suspendeu rapidamente o primeiro confinamento, na tentativa de relançar a economia. O país de nove milhões de habitantes acabou registrando uma das maiores taxas de infecção por coronavírus do mundo em setembro. O país registrou mais de 302.800 doentes e cerca de 2.200 mortes.

Austrália

 

Na Austrália, os cinco milhões de habitantes de Melbourne, a segunda maior cidade do país que está confinada há mais de 100 dias, podem, a partir deste domingo, sair de casa por mais de duas horas por dia, afastando-se a uma distância máxima de 25 quilômetros.

 

Daniel Andrews, primeiro-ministro do estado de Victoria, onde fica Melbourne, recusou-se a suspender todas as restrições de viagem e a uma reabertura mais ampla de restaurantes e de outros negócios.

 

Ele afirma que haverá uma nova flexibilização em 1º de novembro, se a pandemia estiver controlada.

 

"Não faço o que é popular, faço o que é seguro", argumentou.

 

Esses pequenos sinais de melhora em nível local não invertem a tendência mundial: os indicadores continuam no vermelho. Pelo menos 1,1 milhão de mortes e mais de 39,7 milhões de infecções foram documentadas desde o início da pandemia, de acordo com uma contagem feita neste domingo pela AFP, com base em números oficiais.

 

Somente no sábado, foram registrados 5.302 óbitos e cerca de 373.000 novos casos.

 

A região mais afetada é a América Latina e o Caribe, onde mais de 379.000 pessoas perderam a vida e quase 10,5 milhões foram infectadas.

 

Os Estados Unidos são o país mais atingido com pelo menos 219.000 mortes, seguido pelo Brasil, com mais de 153.000 falecimentos, e pela Índia, que passou de 114.000 vítimas fatais.

 

 

Na Europa, atualmente mergulhada em uma segunda onda, já são quase 250 mil mortes e mais de 7,3 milhões de casos de contágio. A situação é "muito preocupante", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

As novas infecções aumentaram 44% no continente esta semana.

 

A França, onde se anunciou mais de 32.000 infecções no sábado, estabeleceu toque de recolher entre 21h e 6h por pelo menos um mês em várias cidades importantes - incluindo Paris e sua periferia.

 

No total, 20 milhões de pessoas se veem afetadas por esta medida, em um país onde mais de 33.300 pessoas já morreram, e mais de 867.000 foram infectadas.

 

Na noite de sábado, as ruas da capital, geralmente muito animadas, foram-se esvaziando progressivamente em meio ao silêncio, que lembrava o confinamento de quase dois meses decretado durante a primeira onda.

 

O Reino Unido, país com mais atingido pela pandemia na Europa, com mais de 43.500 óbitos, registrou 15.000 novos casos na sexta-feira. Contra este panorama preocupante, em Londres e em vários outros locais estão proibidas reuniões em espaços fechados entre familiares e amigos que não morem na mesma residência.

 

Lanchashire (noroeste) e Liverpool estão, por sua vez, em alerta máximo de saúde, o que implica a proibição de encontro entre pessoas de diferentes endereços, em espaços fechados e ao ar livre, além do fechamento de "pubs" que não servem comida.

 

 

Na Alemanha, que também vem batendo recordes diários de novos casos, a chanceler Angela Merkel pediu à população, no sábado (17), que reduza ao máximo seus encontros sociais e fique em casa.

 

Na República Tcheca, que tem a maior taxa de infecções e mortes a cada 100.000 habitantes no continente, o governo pediu ao Exército para construir um hospital de campanha com 500 leitos nos arredores de Praga.

 

Epicentro da pandemia durante a primeira onda, a Itália anunciou na sexta-feira 10.000 novos casos de coronavírus, seu recorde diário. Desde ontem, bares e restaurantes devem fechar à meia-noite na Lombardia (norte), a região mais afetada.

 

Neste domingo, o governo italiano decidiu desbloquear 39 bilhões de euros (em torno de US$ 45 bilhões) a mais para apoiar a economia.

 

Lavar as mãos com frequência é essencial para combater a pandemia. Esta foi uma orientação dada repetidamente pela OMS durante a primeira onda, agora confirmada por um estudo japonês. De acordo com a pesquisa, o coronavírus sobrevive até nove horas na pele, cinco vezes mais que a gripe.