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Coronavírus
NOTÍCIA

Médico defensor da hidroxicloroquina é denunciado na França

Ele foi denunciado pela Sociedade de Patologia Infecciosa de Língua Francesa (SPILF)

08:01 | 04/09/2020
o professor francês de medicina e diretor do instituto médico de doenças infecciosas do IHU, Didier Raoult, fala durante coletiva de imprensa sobre a situação do Covid-19, em Marselha, sudeste da França. Em 27 de agosto de 2020 (Foto: AFP)
o professor francês de medicina e diretor do instituto médico de doenças infecciosas do IHU, Didier Raoult, fala durante coletiva de imprensa sobre a situação do Covid-19, em Marselha, sudeste da França. Em 27 de agosto de 2020 (Foto: AFP)

O médico francês Didier Raoult, cuja defesa da hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 o tornou mundialmente conhecido, foi denunciado pela Sociedade de Patologia Infecciosa de Língua Francesa (SPILF), que o acusa de uma promoção indevida do medicamento.

 

Enquanto a ciência não demonstrou os efeitos potencialmente benéficos da hidroxicloroquina contra a Covid-19, alguns países e líderes mundiais, como o presidente Jair Bolsonaro, promovem abertamente seu uso.

 

"Confirmamos que houve uma denúncia ao conselho departamental das Bocas do Ródano do Colégio de Médicos, mas a SPILF não quer se manifestar sobre o assunto enquanto durar o caso", disse uma porta-voz da Sociedade nesta quinta-feira, 3.

 

Segundo o jornal Le Figaro, a SPILF critica o doutor Raoult por promover a hidroxicloroquina "sem que a ciência tenha estabelecido claramente nenhum dado preciso a respeito, o que supõe uma infração das recomendações das autoridades de saúde".

 

"Nos perguntamos se sua postura tão contundente (...) não contribuiu para prejudicar a mensagem de prevenção na saúde pública" durante a epidemia de Covid-19, segundo a denúncia feita em julho e citada pelo jornal.

 

Contatado pela AFP, o Instituto Mediterrâneo de Infecções de Marselha (sudeste), dirigido por Raoult, não reagiu imediatamente.

 

A denúncia será primeiramente alvo de uma tentativa de conciliação. Se falhar, será julgada em uma câmara disciplinar e o caso pode durar meses.