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Coronavírus
NOTÍCIA

Estudo britânico indica tipo de repelente que pode matar o coronavírus

Pesquisa realizada pelo Ministério da Defesa mostrou que uso da substância em altas concentrações pode reduzir quantidade de vírus em superfícies, mas não elimina completamente o patógeno

Bemfica de Oliva
22:52 | 26/08/2020
Estudo mostrou efeito maior do repelente em solução líquida do vírus que em superfícies de plástico e borracha (Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília)
Estudo mostrou efeito maior do repelente em solução líquida do vírus que em superfícies de plástico e borracha (Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília)

Um estudo divulgado pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia em Defesa (DSTL, na sigla em inglês), do Ministério da Defesa do Reino Unido, indica que uma marca de repelente de insetos pode ajudar no combate ao coronavírus. A doença já tem mais de 24 milhões de casos e quase 830 mil mortes no mundo, segundo dados do site Worldometers. No Brasil, são cerca de 3,7 milhões de contaminações e mais de 117 mil óbitos.

O repelente Mosi-guard Natural foi testado em três situações. Na primeira, gotas da substância em concentrações de 50% e 90% foram adicionadas a uma solução líquida contendo coronavírus. Nas outras, dois tipos de superfícies - uma de plástico, outra de borracha do tipo "cyber skin", que imita a pele humana, foram borrifadas com o repelente e, uma hora depois, com o vírus.

No primeiro caso, o uso do repelente em concentrações de 90% foi capaz de eliminar o coronavírus na solução líquida em apenas um minuto de mistura. Foram feitas comparações com outras substâncias - álcool etílico (recomendado para a desinfecção contra o vírus) em concentração 40%, álcool isopropílico a 20%, combinação dos álcoois etílico a 20% e isopropílico a 10%, citridiol (óleo de eucalipto, um repelente natural) a 50% e o mesmo repelente a 50%. O uso do Mosi-guard Natural a 90% demonstrou eficácia similar ao álcool etílico a 40%, acima de todas as outras combinações testadas.

O segundo teste, com a borracha "cyber skin", não eliminou totalmente o vírus. A solução contendo o contaminante foi aplicada na superfície uma hora depois do repelente, e foram colhidas cinco amostras: 30 minutos, 60 minutos, duas horas, três horas e quatro horas após o contato. A pesquisa indica que houve redução na quantidade de vírus na imitação de pele, mas que o patógeno não foi completamente eliminado.

Por fim, a mesma metodologia usada na borracha foi testada em placas de plástico. Nas três aplicações realizadas neste material, apenas uma ainda continha quantidade detectável do coronavírus entre duas e quatro horas após o contato.

A versão comercial do Mosi-guard Natural possui, em sua composição, 30 a 50% de citridiol, 20 a 40% de álcool etílico, 10 a 30% de água e 5 a 20% de álcool isopropílico. O álcool etílico líquido a 40% tem sido uma das substâncias mais utilizadas para limpeza contra o coronavírus, mas a utilização do repelente demonstra que outras combinações de substâncias podem ter eficácia similar. A pesquisa foi qualificada pelo laboratório responsável como "experimental", e ainda não foi submetida a revisão externa de metodologia e resultados.

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