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Coronavírus
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Médicos cobram responsabilização de Bolsonaro pelos 100 mil óbitos por coronavírus

Coletivo Rebento, formado por médicos no Ceará, realizou ato de luto e protesto no Poço da Draga, em Fortaleza

11:40 | 08/08/2020
Os profissionais de saúde fizeram uma roda de conversa no pavilhão em frente à Ponte Metálica, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social (Foto: Roger Pires/Coletivo Nigéria)
Os profissionais de saúde fizeram uma roda de conversa no pavilhão em frente à Ponte Metálica, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social (Foto: Roger Pires/Coletivo Nigéria)

Um grupo de médicos do Coletivo Rebento - Médicos em Defesa da Ética, da Ciência e do SUS, reuniu-se na manhã deste sábado, 8 de agosto, no Poço da Draga, para ato de luto e protesto contra o descaso do Governo Federal pelas quase 100 mil mortes por coronavírus no País.

Os profissionais de saúde fizeram uma roda de conversa no pavilhão em frente à Ponte Metálica, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social. De acordo com a Dra. Liduina Rocha, obstetra e integrante do Coletivo Rebento, muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas

Os profissionais de saúde fizeram uma roda de conversa no pavilhão em frente à Ponte Metálica, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social
Os profissionais de saúde fizeram uma roda de conversa no pavilhão em frente à Ponte Metálica, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social (Foto: Roger Pires/Coletivo Nigéria)

Liduina também explica que a escolha do local não foi por acaso. “Como coletivo, escolhemos um local de maior vulnerabilidade, o Poço da Draga, que apesar de ser uma comunidade que resiste, as desigualdades nela estão claras”, comenta. "A morte se estabeleceu nos bairros de IDH mais baixo”, justifica.

A médica também ressaltou ao O POVO que essas quase 100 mil mortes não são resultado de uma "fatalidade", mas sim em função de "nossas escolhas políticas e das políticas públicas de saúde adotadas durante a pandemia". "Quando a gente está sem ministro da Saúde há quase 100 dias, optando por tratamento sem nenhuma evidência científica robusta. Todas as evidências produzidas mostram ineficiência, efeitos adversos. Negacionismo em relação à uma falsa dicotomia entre vida e economia", aponta Liduina. Para ela, esses são um dos fatores que trouxeram o Brasil à triste marca. “As mortes pela Covid tem raça, classe e gênero estabelecidos", frisa.

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