Academias em Fortaleza começam a ser fiscalizadas
As academias passaram a funcionar desde a segunda-feira, 27, seguindo restrições e medidas de segurança previstas em decreto estadual.
As academias de Fortaleza passaram a ser fiscalizadas pela Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) na tarde desta terça-feira, 4. Os fiscais tem atendido denúncias e montou um cronograma de fiscalização conjunta com outros órgãos. As vistorias são realizadas também pela Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS).
As academias passaram a funcionar desde a segunda-feira, 27, seguindo restrições e medidas de segurança previstas em decreto estadual. Apenas algumas atividades estão permitidas, como crossfit, musculação e ioga, em que o exercício é individual. Para utilização dos equipamentos, os clientes devem limpar antes e depois do uso com álcool em gel disponíveis no local. O uso de máscara para alunos e funcionários também é obrigatório.
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Segundo o decreto estadual, só 30% da capacidade das academias deve funcionar e é necessário garantir o distanciamento de no mínimo 1,5 metro entre alunos e professores nas áreas de peso livre. Além disso, deve ser mantido, independente do tamanho da academia, 12 metros quadrados entre as pessoas. Isso vai definir, baseado no tamanho do local, quantas pessoas podem ficar simultaneamente na academia. O agendamento também é outra medida para limitar o número de clientes na mesma hora no local.
A coordenadora da Vigilância Sanitária da Sesa, Dolores Fernandes explica que as fiscalizações em academias são, como de praxe, surpresas sem o aviso prévio ao dono. As visitas acontecem em outros setores, como praças de alimentação, estabelecimentos de saúde, restaurantes, mercados públicos, indústrias e shoppings. Caso sejam encontradas irregularidades, o órgão emite um laudo de inspeção, em que é destacado o que precisa ser reparado, e é colocado um prazo para a adequação do ambiente. Interdições e processos administrativos, passíveis de multa, também são possíveis.
Para os proprietário, seguir as regras é também um selo de confiança e de qualidade para os clientes. "Entre uma academia que recebeu a vigilância e deu tudo certo e uma outra que tem problema, eu como cliente, qual vou preferir? A que me dá maior segurança sanitária", comenta Dolores Fernandes. A coordenadora explica ainda que o dono, ao colocar em prática as medidas, ajuda também na sequência do processo de reabertura da economia. "Quando o dono da academia ou qualquer estabelecimento segue todas recomendações, significa que ele é compromissado com a saúde população, ele está comprometido em contribuir para melhorar a prevenção da Covid-19", afirma.
Para o cliente, é importante cobrar da direção dos estabelecimentos as condições necessárias e cobradas pelo decreto. Caso seja encontrado algum problema, o denunciante pode encaminhar para o ouvidoria da vigilância sanitária municipal, no número 150, e estadual no número da ouvidoria 0800 275 1520. O contato pode ser feito por e-mail, em que é preciso informar o nome do estabelecimento e o endereço completo. Durante a abertura do procedimento, será necessário o relato da ocorrência, que também poderá ser enviado por e-mail: [email protected].