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Coronavírus
NOTÍCIA

Governo avalia testagem em massa nas escolas quando aulas presenciais recomeçarem

Secretaria da Saúde deverá aumentar capacidade de testes RT-PCR para 13 mil por dia

Ismia Kariny
11:36 | 28/07/2020
O Fortaleza realizou a quarta testagem em massa para covid-19 (Foto: Divulgação/Fortaleza EC)
O Fortaleza realizou a quarta testagem em massa para covid-19 (Foto: Divulgação/Fortaleza EC)

O Governo do Ceará vai aumentar a capacidade de testes RT-PCR, utilizados na detecção da Covid-19, para aproximadamente 13 mil exames diários, segundo informou o secretário de Saúde do Estado, Dr. Cabeto. Em entrevista à Rádio O POVO CBN, na manhã desta terça-feira, 28, o titular da pasta também afirmou que, nesse momento de reabertura, a colaboração da sociedade e a capacidade do Estado em reconhecer pequenos surtos são fundamentais na resposta contra a pandemia. "Não é uma atitude responsável aglomerações inadequadas como a gente tem visto", disse Cabeto.

De acordo com o secretário, o aumento no número de exames começará ainda neste final de julho. “O Ceará já é o estado que mais faz testes. Vamos fazer essa testagem aleatória semanalmente, e estamos estudando uma metodologia para fazer essa testagem nas escolas quando as aulas começarem”. A partir dessa ação, será implantado um drive thru de testes em Maracanaú, além dos dois que já existem em Fortaleza.

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O Governo do Ceará já realiza, a cada duas semanas, um levantamentos sobre a situação epidemiológica no Estado, de forma a avaliar a circulação do vírus nas regiões. Na última semana, a taxa de pessoas infectadas em Fortaleza correspondia a cerca de 14%. Crajubar (Crato, Juazeiro do Nordeste e Barbalha) será a próxima região avaliada, com testes de sorologia e também exames virais diretos por RT-PCR. Pelos dados de Fortaleza, a Secretaria Estadual de Saúde observou que há uma circulação baixa do vírus, visto que somente 1% das 3300 pessoas avaliadas tiveram RT-PCR positivo.

Os dados, entretanto, devem ser observados com cautela, alerta Cabeto. Sobretudo, considerando que a Covid-19 é uma doença nova, sem vacina e sem informações suficientes para afirmar que os infectados estão imunes a uma nova contaminação. "Essas afirmações no momento atual sobre a Covid-19 são equivocadas. Ninguém no mundo pode dizer a taxa de pessoas infectadas que é suficiente para que não haja repique. Isso tem variado. Em Wuhan, depois da epidemia, deu 10%, em Nova Iorque 20%, na Espanha 7%”, complementa o secretário Cabeto.

Aglomerações

Questionado sobre a repercussão das aglomerações, a curto prazo, no cenário epidemiológico, ele salientou que ainda não é possível prever os resultados nas próximas duas semanas, por exemplo. “A princípio, os indicadores têm se mostrado benéficos. A gente tem queda semana a semana no número de óbitos e não estamos vendo aumentar o número de casos”, comenta o secretário.

Entretanto, ele destaca que a quarta fase da reabertura das atividades econômicas, que compreende os setores mais delicados frente à pandemia, registra as maiores aglomerações. “Além da ação do Estado de manter o monitoramento, cabe a sociedade toda a prudência em seguir as normas, de usar máscara, evitar aglomerações, ir às atividades apenas quando necessitar, e respeitar as regras e os horários”, finaliza.

Ouça o primeiro episódio do podcast Nova Saúde, sobre os desafios do SUS durante a pandemia de Covid-19:

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