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Coronavírus
NOTÍCIA

Condições de trabalho de profissionais de saúde são analisadas pela Fiocruz

O Boletim Epidemiológico Especial nº22, lançado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem e Conselho Federal de Medicina, informa que foram registrados 180 mil casos de Covid-19 em profissionais de saúde em todo o País, com 163 óbitos, até o dia 11 de julho

19:29 | 22/07/2020
 Cerca de 2,1 milhões das pessoas em risco estão em São Paulo, sendo o estado com o maior número. Em seguida aparece Minas Gerais, com 1 milhão; Rio de Janeiro, com 600 mil; e Bahia, com 570 mil.  (Foto: AFP)
Cerca de 2,1 milhões das pessoas em risco estão em São Paulo, sendo o estado com o maior número. Em seguida aparece Minas Gerais, com 1 milhão; Rio de Janeiro, com 600 mil; e Bahia, com 570 mil. (Foto: AFP)

Nesta quarta-feira, 27, o Fundação Oswaldo Cruz lançou a pesquisa Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil, com o objetivo de conhecer as condições de vida e trabalho daqueles que estão atuando diretamente em combate à pandemia de coronavírus, levando em conta o ambiente e a jornada de atividade.

O Boletim Epidemiológico Especial nº22, lançado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem e Conselho Federal de Medicina, mostra que foram registrados 180 mil casos de Covid-19 em profissionais de saúde em todo o País, com 163 óbitos, até o dia 11 de julho. 

Entre as profissões da área da Saúde que mais registram casos confirmados de Síndrome Gripal por Covid-19, estão técnicos e auxiliares de enfermagem (62.633), enfermeiros (26.555) e médicos (19.858). Em relação aos óbitos, 64 técnicos e auxiliares de enfermagem morreram , 29 médicos e 16 enfermeiros. Foram contabilizadas 5 mortes entre fisioterapeutas.

A pesquisadora e coordenadora do estudo Maria Helena Machado afirma que há denúncias de profissionais que estão em situação de precarização de vínculos de trabalho, salários atrasados, insegurança, sobrecarga, adoecimento, stress, e desgastes físicos e psíquicos. Ela explica que conhecer a realidade desses profissionais contribui para o direcionamento de políticas públicas, estratégias e ações que promovem a melhoria dessas condições.

A pesquisa ainda está disponível para preenchimento, por profissionais de saúde. Para preencher, é possível acessar o link. A identidade do participante da pesquisa é preservada. A pesquisa é conduzida, na Fundação Oswaldo Cruz pelo Centro de Estudos Estratégicos (CEE) e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), com parceria do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) e do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict).

Algumas entidades que apoiam a pesquisa são: Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Medicina, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ), Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (ICS/UFPA), Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/CE), Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp), entre outras. A pesquisa é financiada pelo Edital Inova Covid-19.