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Coronavírus
NOTÍCIA

Bolsonaro monitora diariamente possíveis efeitos colaterais da hidroxicloroquina

A decisão de monitorar o coração ocorre devido à orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que recomenda que haja o acompanhamento da frequência cardíaca para aqueles que fazem o uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus

23:29 | 08/07/2020
Segundo fonte ao O Globo, quatro profissinais que trabalham no terceiro andar do Palácio do Planalto estão com suspeita do novo coronavírus (Foto: JL ROSA)
Segundo fonte ao O Globo, quatro profissinais que trabalham no terceiro andar do Palácio do Planalto estão com suspeita do novo coronavírus (Foto: JL ROSA)

Após o diagnóstico positivo para o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está realizando dois exames diariamente, a fim de monitorar se há mudança na frequência cardíaca, considerado um dos efeitos colaterais do uso da hidroxicloroquina. As informações são do O Globo.

A decisão de monitorar o coração ocorre devido à orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que recomenda que haja o acompanhamento da frequência cardíaca para aqueles que fazem o uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus. Apesar de cumprir a recomendação, a metodologia de Bolsonaro vai além do que foi recomendado, uma vez que a SBC orienta que o monitoramento seja feito apenas no primeiro, terceiro e quinto dia de aplicação do remédio.

Possíveis infectados no Palácio do Planalto

Segundo fonte do O Globo, quatro profissionais que trabalham no terceiro andar do Palácio do Planalto estão com suspeita de Covid-19. Dois dos funcionários — entre eles uma secretária responsável pela agenda de Bolsonaro — apresentaram febre. Ainda segundo fontes, parte da equipe de assistência de Bolsonaro saiu do Palácio da Planalto e foi para o Alvorada, onde ele mora. A mudança seria para facilitar as atividades, que mesmo que não estejam acontecendo com contato direto com o presidente, se tornam mais fáceis.

De acordo com informantes, na segunda-feira, 6, Bolsonaro esteve com 38ºC de febre, chegando a ir em um hospital. Após o ocorrido, não teve mais aumento de temperatura. Por não sofrer de comorbidades, os riscos são pela idade de 65 anos. Segundo relatos, ele estaria seguindo as recomendações necessárias. 

De acordo com médicos, o uso de hidroxicloroquina e azitromicina será feito por apenas cinco dias, sendo suspensos em seguida. Bolsonaro já apareceu nas redes sociais divulgando o uso do medicamento. "Tomei a cloroquina e a azitrominicina. O primeiro comprimido ontem [segunda-feira], foi ministrado e confesso que depois da 0h eu consegui sentir uma melhora. Às 5h, tomei o segundo comprimido de cloroquina e estou perfeitamente bem", disse em vídeo nessa terça-feira, 7. "A reação foi quase imediata. Poucas horas depois, eu já tava me sentindo muito bem", destacou.