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Coronavírus
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Em dia de recorde, Argentina registra 75 mortes por coronavírus

Dia com mortes por coronavírus no Brasil foi em 23 de junho, quando 1.378 registros de óbitos foram feitos no país

22:39 | 06/07/2020
Presidente da Argentina, Alberto Fernandéz decretou lockdown no início da crise (Foto: ESTEBAN COLLAZO / Argentinian Presidency / AFP)
Presidente da Argentina, Alberto Fernandéz decretou lockdown no início da crise (Foto: ESTEBAN COLLAZO / Argentinian Presidency / AFP)

A Argentina registrou nesta segunda-feira, 6, 75 falecidos pelo novo coronavírus, a maior cifra de mortos em um dia desde o início da pandemia que totaliza 1.582 vítimas fatais de um total de 80.434 casos no país, segundo autoridades.

O epicentro dos casos é a capital argentina e sua populosa de periferia, a região metropolitana de Buenos Aires (AMBA), onde vivem 14 milhões dos 44 milhões de habitantes do país.

Esta região, onde se concentram mais de 90% dos casos de Covid-19, está em estrita quarentena disposta pelo governo desde 1º de julho até 17 de julho como ferramenta para frear os contágios.

O último boletim epidemiológico informou que 676 pessoas permanecem internadas em unidades de terapia intensiva, 26% a mais que há uma semana.

O percentual de ocupação em UTIs para adultos aumentou até se situar em 51,6% na capital argentina e 58,8% em sua periferia, um dado que é seguido de perto pelas autoridades.

O governo do presidente Alberto Fernández impôs restrições às atividades em 20 de março passado, mas desde então a maioria das províncias flexibilizou o isolamento social, com idas e vindas, segundo a evolução dos contágios.

O Executivo tem reiterado que decretar uma quarentena precoce "permitiu salvar vidas" porque achatou a curva de contágios e deu tempo para reforçar a infraestrutura sanitária.

A crise econômica resultante da paralisação de atividades tem sido em parte compensada por uma bateria de medidas de ajuda social, pagamento de salários a particulares, créditos a juros baixos e suspensão de impostos, entre outros.

No entanto, a crescente necessidade econômica levou muitos a violar restrições enquanto as autoridades dobraram os controles, sobretudo no transporte público.

A pandemia atinge uma economia argentina em recessão desde 2018 e com um terço de sua população na pobreza.

 

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