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Coronavírus
NOTÍCIA

Ministério da Saúde diz que mortes por Covid-19 chegaram a 'platô'; entenda o que isso significa

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo Correia de Medeiros, afirma que ainda há preocupação em relação aos dados das últimas semanas epidemiológicas (14 a 27 de junho), que registraram 14.350 mortes

13:59 | 02/07/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 06.06.2020: UPA do bairro Vila Velha, em Fortaleza, em junho (Foto: FABIO LIMA)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 06.06.2020: UPA do bairro Vila Velha, em Fortaleza, em junho (Foto: FABIO LIMA)

O Ministério da Saúde acredita que o Brasil tenha atingido um “platô” no número de mortes causadas pela Covid-19. Platô é como os especialistas classificam uma situação de pico contínuo, que demora a cair. Nesse caso, o número de novos casos por dia se mantém alto por várias semanas seguidas, antes da diminuição de novos casos e mortes.

Ainda há preocupação por parte da pasta com o aumento no número de casos da doença registrado em todas as regiões do País nas últimas duas semanas epidemiológicas, entre os dias 14 e 27 de junho. Nesse período, foram notificadas 14.350 mortes.

De acordo com o jornal O Globo, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 1º, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, disse que, apesar de o número de mortes estar em patamar elevado, o País, segundo ele, teria atingido um nível de estabilização, ou “platô”. O último boletim do Ministério mostra que o Brasil tem 1.448.753 casos da doença e 60.632 mortes.

"O número de óbitos, que é a fase mais triste dessa doença, tem se mantido relativamente em um platô. Embora elevado, mas em platô", considerou Medeiros.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, na última semana epidemiológica (21 a 27 de junho), houve uma redução de 2% no número de mortes em relação à semana anterior.

Apesar disso, Medeiros disse estar preocupado com o aumento no número de novos casos da doença no Brasil nas duas últimas semanas epidemiológicas. Segundo os dados do MS, todas as regiões registraram aumento no período. As situações que, segundo o Governo, inspiram mais cuidado são as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Da 23ª semana epidemiológica para a 24ª, por exemplo, o crescimento no número de novos casos foi de 2%. Na seguinte, o crescimento foi de 22%. Na última, foi de 13%.

No Sul, por exemplo, houve um aumento de 47% no número de casos e de 37% no de óbitos. No Sudeste, o aumento no número de casos foi de 13% e no Centro-Oeste, de 9%. Medeiros disse que esse processo ocorre ao mesmo tempo em que o Brasil observa a interiorização dos casos e mortes causadas pela Covid-19.

"Quando você avalia os pontos de calor, você vê a interiorização da doença. Ainda há maior concentração de óbitos nas capitais, mas também há bastante no interior", disse Medeiros.

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O secretário acrescentou ainda que o Governo vem acompanhando junto aos estados o aumento no número de casos, mas disse não poder dizer se esse crescimento tem relação com as políticas de relaxamento das medidas de distanciamento social e reabertura da economia adotadas por estados como São Paulo.

De acordo com o novo boletim divulgado pelo Ministério, o Brasil registrou 46.712 casos novos da doença nas últimas 24 horas. No período, foram registradas 1.038 mortes.

Ranking de casos

Segundo o boletim, os estados com os maiores números de casos são: São Paulo (289.935), Rio de Janeiro (115.278), Ceará (113.017), Pará (105.853) e Maranhão (83.256).

Os estados com o maior número de mortes são: São Paulo (15.030), Rio de Janeiro (10.198), Ceará (6.180), Pará (4.960) e Pernambuco (4.894).

Com informações do portal G1