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América Latina supera as 70 mil mortes por coronavírus; União Europeia planeja reabertura

Com quase 40 mil óbitos por Covid-19, Brasil é o principal afetado pela pandemia na América Latina. Após meses de isolamento, Europa avança para relativa normalidade
22:12 | Jun. 10, 2020
Autor AFP
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AFP Jornal
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Tipo Notícia

A pandemia de Covid-19 manteve nesta quarta-feira, 10, seu firme avanço na América Latina, onde as mortes passaram de 70.000, enquanto a Europa avançou para a normalização, com a ideia de abrir suas fronteiras ao mundo desde julho.

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O continente americano de mantém como o epicentro da crise sanitária do novo coronavírus e concentra quase metade dos 414.484 falecimentos ao redor do mundo e dos 7.336.671 contágios, segundo um balanço baseado em fontes oficiais.

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Apesar do avanço sustentado no Brasil, o país mais afetado da América Latina pela Covid-19, a cidade de São Paulo reabriu o comércio nesta quarta, como parte de um processo de retomada gradual das atividades.

O país registrou 1.274 novos óbitos nas últimas 24 horas, totalizando 39.680, e soma 772.416 casos registrados, com um acréscimo de 32.913 desde a terça-feira.

Com estes números, o Brasil tem mais da metade dos 71.104 falecimentos na região. É, ainda, o terceiro país em número de mortes, atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido, e o segundo no total de casos, atrás apenas dos Estados Unidos.

No entanto, a flexibilização continuará em São Paulo — a cidade mais populosa do país, com 12 milhões de habitantes — com a reabertura nesta quinta de shopping centers, na véspera do Dia dos Namorados.

No mesmo dia também vão abrir os shoppings no Rio de Janeiro, a segunda cidade do país em número de habitantes, com 6,7 milhões de habitantes.

Embora o presidente Jair Bolsonaro promova a retomada da atividade econômica desde o início das restrições nos estados, especialistas consideram apressada sua flexibilização, visto que a curva de contágios continua subindo.

As preocupações no Brasil abrangem outro problema: na Amazônia, onde vivem populações vulneráveis, o início da temporada de incêndios florestais poderia agravar a já complexa situação de saúde.

Demais países

O México é o segundo país latino-americano com mais mortes na pandemia: 14.649 para uma população de 120 milhões de habitantes, seguido do Peru, com 33 milhões de pessoas e onde há 5.903 vítimas fatais.

No Chile também se multiplicam os casos, assim como no Panamá e na Costa Rica, sobretudo na fronteira com a Nicarágua, e no Haiti e no Suriname.

Inverno e economia gelada

O clima vai adicionar complicações à situação no continente americano — acima da linha do Equador (que não corta o Nordeste).

Segundo a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), o início do inverno austral aumentará a incidência de doenças respiratórias na América do Sul e a intensa temporada de furacões nos próximos meses no Atlântico também complicará a resposta à pandemia nas Américas do Norte e Central, especialmente no Caribe, disse na terça-feira a diretora da Opas, Carissa Etienne.

Os Estados Unidos superaram as 112 mortes por Covid-19. Mas Miami, cidade da Flórida dependente do turismo, abriu nesta quarta-feira suas praias, com controles e medidas de prevenção, após mantê-las fechadas desde 23 de março.

Em Nova York, que começou a descongelar suas atividades esta semana, foi inaugurado um novo terminal de quatro andares no aeroporto de LaGuardia, em meio à enorme crise do transporte aéreo.

"Os aviões vão voar, os carros vão circular, os trens também. A vida continua depois da Covid-19", disse o governador Andrew Cuomo durante a inauguração.

Impactos na economia

Por causa do freio que afetou todos os setores, a economia americana sofrerá uma queda de 6,5% este ano com relação a 2019, mas crescerá 5% no ano que vem, estimou nesta quarta o Federal Reserve (Fed, banco central americano).

No país, onde há dois meses a curva de contágios está em um "platô", o vírus a princípio castigou com força o litoral e agora circula mais nas regiões menos urbanizadas do Meio Oeste e do Sul, onde o confinamento foi determinado mais tarde e foi suspenso antes.

A queda econômica está em linha com o recuo global de 6% que a OCDE previu para este ano, se a pandemia de Covid-19 "permanecer sob controle". Se houver uma segunda onda, segundo a organização, poderia se aprofundar a 7,6%.

Para 2021, a previsão é de um forte crescimento de 5,2%, que será limitado a 2,8%, no caso do registro de uma segunda onda do vírus.

"A escolha entre a saúde e a economia é um falso dilema. Se a pandemia não for controlada, não haverá recuperação robusta", advertiu por videoconferência o secretário-geral da OCDE, o mexicano Ángel Gurría. Segundo as previsões, a zona do euro será afetada com um retrocesso de 9,1% do PIB no cenário mais favorável.

Na América Latina, antecipa-se uma queda entre 7,4% e 9,1% para o Brasil, e de 7,5% a 8,6% para o México.

Enquanto isso, o FMI aprovou nesta quarta um empréstimo de emergência para a Guatemala de 594 milhões de dólares por "necessidades urgentes" resultantes da pandemia.

Alívio e cautela na Europa

Na Europa, que acumula mais de 185.000 mortos pela Covid-19, continua o processo de normalização. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou nesta quarta-feira que a Comissão Europeia vai propor esta semana ao bloco a reabertura "gradual e parcial" das fronteiras externas a partir de 1º de julho.

A retomada das viagens "não essenciais" à UE, proibidas desde 17 de março, seria aplicada a países determinados com base a uma série de critérios, acordados por países europeus e a Comissão, afirmou Borrell.

 

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