Equipe de Guedes projeta queda de 4,7% no PIB
Ministério da Economia projeta falências e desempregos no segundo semestre de 2020, e avalia retomada controlada das atividades econômicas.Nota técnica divulgada pelo Ministério da Saúde na quarta-feira, 13, indica que, a cada semana do isolamento social, o País deixou de produzir R$ 20 bilhões em riquezas. Com esse cenário, há a projeção de queda em 4,7% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Antes, era previsto alta de 0,02%. Caso esse cenário seja confirmado, o Brasil terá o maior recuo do PIB desde 1901, segundo dados do IBGE. As informações são da Folha de S. Paulo.
Com a projeção de queda no PIB, o ministério teme paralisia na economia e crise social até julho, com risco de falências e desempregos no segundo semestre de 2020. Diante desse cenário, o time de Guedes passa a adotar discurso semelhante as declarações do presidente Jair Bolsonaro, mais favorável ao afrouxamento das medidas de isolamento social. O ministro planeja uma retomada controlada das atividades econômicas para evitar o agravamento da crise.
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Conforme a avaliação dos técnicos, o fechamento de parte do comércio fez empresas de pequeno porte passarem dois meses sem acesso ao crédito, diante das dificuldades do governo em estruturar mecanismos para garantia de empréstimos. Segundo dados do Ministério da Economia, as companhias registram índice de falência sem precedentes. Elas respondem por mais de 80% dos postos formais de trabalho.
Já as demissões decorrentes da crise gerada pelo coronavírus, baseado em dados do seguro-desemprego, representaram menos de 800 mil postos. Conforme a projeção da Economia, esse número pode vir a superar 5 milhões até o fim do ano, se a paralisação se prolongar nos estados e municípios.
Os gastos com a pandemia garantiram o déficit de R$ 600 bilhões nas contas da União. Com isso, a preocupação de Guedes também é direcionada para a possível falta de dinheiro no Caixa para renovar os prazos das políticas emergências de auxílio à população e empresas.