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Coronavírus
NOTÍCIA

Sesa deve elaborar cronograma para fornecer EPIs a instituições de idosos, recomenda MPCE

Com risco elevado de contaminação, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) têm enfrentado dificuldade para comprar equipamentos de proteção

Leonardo Maia
10:48 | 13/05/2020
Os idosos representam um grupo de risco para contaminação da Covid-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
Os idosos representam um grupo de risco para contaminação da Covid-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) expediu recomendação, nessa terça-feira, 12, para que a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) elabore um cronograma para fornecer materiais e equipamentos de proteção a Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A medida deve ser cumprida em até 72 horas.

De acordo com o promotor de Justiça José Aurélio da Silva, as medidas requisitadas no documento são imprescindíveis para a prevenção do coronavírus no município. Ele lembrou que o grupo de idosos é “altamente vulnerável” à contaminação pela Covid-19. Dessa forma, a recomendação leva em consideração a urgência de todas as ILPIs se adequarem aos padrões normativos e de vigilância sanitária.

Em nota divulgada no dia 16 de abril, o Fórum Cearense de Políticas para o Idoso (Focepi) ressaltou a dificuldade em encontrar da compra de EPIs pelas instituições que abrigam idosos durante a pandemia, especialmente na Capital e na Região Metropolitana.

“Vale ressaltar preocupação com as pessoas idosas que residem em ambiente coletivo, sendo mais suscetíveis ao risco de transmissão. Tais instituições possuem alto risco de contágio em massa dos idosos institucionalizados a exemplo real de várias ILPIs localizadas em países como Estados Unidos, Itália, Espanha, dentre outros; que apresentaram alto índice de contaminação e de óbitos”, diz a nota.

Outras providências

Além da distribuição de EPIs para idosos e profissionais que trabalham nas ILPIs, o MPCE sugere outras medidas que podem auxiliar as instituições a enfrentar a pandemia. Entre elas estão a disponibilização de materiais de higiene e a criação de um protocolo para o isolamento de casos suspeitos da Covid-19.

O órgão estadual recomenda que durante a assistência direta ao residente, deve-se utilizar óculos, máscara, luva, gorro e/ou avental descartável, conforme exposição ao risco. Além disso, equipamentos, como termômetro e estetoscópio, devem ser de uso exclusivo do paciente.

Para diminuir a incidência da contaminação, há ainda a preocupação em suspender a visitação de rotina, sendo substituída por chamadas telefônicas e de vídeo. Isso atende ainda às medidas de isolamento social, implementadas por decreto estadual, que devem atenuar o ritmo de contaminação pela doença.

O POVO contatou a Sesa para saber se a recomendação será atendida, mas não foi respondido até a publicação desta matéria.