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Coronavírus
NOTÍCIA

Ministério da Saúde propõe novas diretrizes para distanciamento social: "plano de gestão de risco"

Serão avaliados quatro eixos: a capacidade instalada de tratamento, o nível epidemiológico, a velocidade de crescimento e as condições de mobilidade urbana

19:25 | 11/05/2020
O ministro da Saúde, Nelson Teich,  durante solenidade de posse no Palácio do Planalto.
O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante solenidade de posse no Palácio do Planalto. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde divulgou hoje as novas diretrizes para orientar a definição de medidas de distanciamento social. As propostas, batizadas em torno do que foi chamado de "plano de gestão de risco", servem como um guia de análise da situação de cada estado ou cidade para definir as medidas de distanciamento social e estratégias complementares.

"Não é uma política de isolamento nem de flexibilização. É análise de cada local e a partir delas definimos as ações que consideramos ideais. Isso é diretriz. As decisões cabem aos estados e municípios. O que o MS faz é disponibilizar uma linha de avaliação adequada. Vai estar sempre disponível pra discutir com qualquer secretário estadual ou municipal para ajudar na interpretação da ferramenta e vamos trabalhar junto", declarou o ministro Nelson Teich.

Serão avaliados quatro eixos: a capacidade instalada de tratamento, o nível epidemiológico, a velocidade de crescimento e as condições de mobilidade urbana. Na capacidade instalada, estarão aspectos como quantidade e taxa de ocupação de leitos. Os detalhes sobre os eixos não foram divulgados. O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que os critérios serão apresentados de forma completa na quarta-feira, quando a versão final deverá ser anunciada.

Cada grupo possui indicadores que geram uma pontuação, que começa de 0 e pode chegar a 20 pontos no caso de um dos eixos. Com isso, são avaliados os níveis de risco, de muito baixos a muito altos. A partir dessa classificação de riscos são indicados tipos de distanciamento social: seletivo I e II, ampliado I e II e restrição máxima.

Além da avaliação quantitativa, o plano traz mecanismos para realizar também uma outra de caráter qualitativa. Ela serve para que os eixos sejam considerados mesmo quando as informações disponíveis não permitam uma verificação exata da análise quantitativa. De acordo com o ministro, esse tipo de ferramenta já está sendo adotada em outros lugares. Ele citou como exemplo o Rio Grande do Sul.

Parceira com estados e municípios

Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o trabalho foi feito em parceria com os secretários estaduais e municipais de saúde. Segundo ele, as autoridades locais cobraram em reunião na semana passada essas orientações. Uma nova versão, definitiva, será apresentada na quarta-feira após uma nova rodada de conversas com estados e município.

SP: morte por coronavírus cresce com mais velocidade entre jovens

De acordo com um balanço feito pela secretaria, o número de mortes por coronavírus entre crianças, jovens e adultos cresceu dez vezes no último mês, passando de 1 mil na faixa etária abaixo dos 60 anos. Até o dia 11 de abril, nenhuma criança tinha morrido com esse diagnóstico.

Entre os idosos, com idade igual ou superior a 60 anos, a mortalidade pelo coronavírus cresceu seis vezes, passando, em um mês, de 460 para 2.739. Com isso, São Paulo tem, até este momento, 3.743 óbitos por covid-19.

Covid-19: Rio tem 447 pacientes aguardando vaga em UTI

Até o fim do dia de hoje (11), o governo do estado do Rio de Janeiro terá aberto um total de 1.129 leitos dedicados a pacientes graves com a covid-19, sendo 972 em hospitais de referência somente para o tratamento da pandemia. São um total de 447 leitos de UTI e 525 de enfermaria nessas unidades, além de 157 leitos, sendo 100 de UTI em áreas isoladas de outras unidades de saúde estaduais.

Caixa aguarda calendário do governo para pagar nova parcela dos R$ 600

A Caixa Econômica Federal está preparada para começar o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), mas depende da definição do novo calendário de pagamentos pelo governo federal, disse hoje (11) o vice-presidente da Rede de Varejo do banco, Paulo Henrique Angelo. Segundo ele, a instituição financeira, no momento, está concentrada em concluir o pagamento da primeira parcela.

"A Caixa está preparada para iniciar o pagamento da segunda parcela, a partir de todas as medidas que já adotamos, e esperamos que tenha um pagamento mais tranquilo. Estamos agora focados em finalizar o pagamento da primeira parcela e, assim que o governo divulgar o calendário da segunda parcela, a Caixa prestará as informações sobre a operação de pagamento", declarou Angelo em entrevista coletiva.