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Coronavírus
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'Poucos moradores de rua têm covid-19, porque ninguém pega na mão deles', diz ministra Damares

Contudo, a ministra lamentou a possível 'motivação' para o baixo contágio

19:24 | 07/05/2020
Coletiva de imprensa para tratar sobre as ações de enfrentamento no combate ao coronavírus.
 (Foto: Júlio Nascimento/PR)
Coletiva de imprensa para tratar sobre as ações de enfrentamento no combate ao coronavírus. (Foto: Júlio Nascimento/PR)

A ministra Damares Alves (pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), alegou, durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (07), que poucos moradores de rua adoecem com a covid-19 e ainda apresentou um motivo pelo 'baixo' índice de contágio nos desabrigados: "Ninguém pega na mão deles". Ainda durante a fala, ela lamentou a possível motivação.

"Não são muitos [que têm a doença]. E por que não são muitos ainda? Ninguém pega na mão deles, ninguém abraça morador de rua. Infelizmente", explicou Damares, mesmo sem o Governo Federal ter dados concretos de quantos moradores de rua já foram contaminados com o novo coronavírus.

Prioridade do Governo Federal

No discurso, Damares falou sobre o que chama de prioridade do governo de Jair Bolsonaro. "No governo Bolsonaro a gente tem dito que ninguém vai ficar para trás. A população de rua é prioridade para o governo, agora vamos acolher, em momento de emergência, mas paralelamente apresentaremos a política pública para a população de rua", prometeu.

'Brasil Acolhedor'

De acordo com a ministra, o programa 'Brasil Acolhedor' vai ser uma mobilização nacional para ajudar as pessoas em situação de ruas.

Por sua vez, o secretário especial do Desenvolvimento, Sérgio Augusto de Queiroz, destacou que existem, pelo menos, 78.195 pessoas no País em situação de rua na mira da pasta para receber um auxílio, e que o governo deverá liberar um crédito extraordinário de R$ 2,55 bilhões para ajudá-las.

Os locais de acolhimento que queiram receber parte do auxílio citado acima deverão comprovar o seu funcionamento regularizado e reforçar ainda mais as pedidas de higiene, priorizando sempre acomodações individuais.

Somente em São Paulo, dentre os quase 2 mil mortos pela covid-19, 22 são moradores de rua, de acordo com informações repassadas pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Oito deles, além de serem idosos, apresentavam outras comorbidades. Ainda segundo a Prefeitura, outros 40 casos suspeitos do novo coronavírus são de pessoas sem-teto.

Também de acordo com a administração municipal, não há óbito de algum desabrigado em estabelecimentos criados para acolher pessoas nesta situação. Um albergue e um centro de acolhimento estão disponíveis para tal finalidade. Contudo, os 40 sem-teto com as suspeitas da covid-19 continuam nesses locais.

Do Jornal do Commercio para a Rede Nordeste