Após aumento de homicídios no Ceará, live com sociólogo discute violência durante pandemia
O especialista analisará a situação atual da violência no Estado e as principais vítimas: comunidades em condição de vulnerabilidade social, de acordo com ele
Transmissão ao vivo nesta quinta-feira, às 17 horas, discutirá dados da violência em Fortaleza no contexto da Covid-19. O convidado é Ricardo Moura, sociólogo e colunista do O POVO. A expectativa que os homicídios pudessem diminuir durante a pandemia foram contrariadas. Apenas nos primeiros 25 dias de abril, o Ceará registrou 366 homicídios, número 70% superior ao mesmo mês do ano passado.
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Em artigo publicado no último dia 27 no O POVO, Moura analisa que a “escolha política por uma estratégia de segurança pública focada na contenção” influenciou no aumento dos índices. Ele ponderou que a redução do efetivo policial, que também precisa lidar com esforços para o combate da pandemia, causa um momento de “curto-circuito” na segurança pública.
O especialista ainda alerta para a possibilidade de as principais vítimas da pandemia e do aumento de assassinatos serem a mesma: comunidades que vivem em condições sociais e econômicas precárias. “Sei que essa previsão pode soar exagerada ou alarmista. Convém lembrar que moramos no Estado que contabilizou mais de 5 mil homicídios em um único ano sem que esses números de guerra afetassem o nosso cotidiano e muito menos nossa economia”, finalizou o sociólogo.
O Observatório de Fortaleza congrega cinco instituições em cinco estados brasileiros (SP, RJ, CE, BA, PE). No Ceará, é representado pelo Laboratório de Estudos da Violência, coordenado pelo professor César Barreira. Ricardo Moura faz parte da equipe do laboratório, que monitora diversas ocorrências, meios de comunicação e estatísticas oficiais, para entender a violência no Estado.
"O Ceará ocupa um incômodo lugar de protagonista na questão da violência urbana no Brasil. Essa é uma preocupação particular minha a entender esse fato", comenta. Ele destaca a explosão da violência no contexto do isolamento, após os números já elevados do começo do ano devido ao motim da PM. "O primeiro passo pra chegar à resolução do problema é chegar à compreensão do problema", acredita.
Serviço
O que: live com sociólogo Ricardo Moura sobre os dados da violência durante a pandemia
Quando: quinta-feira, 7, às 17 horas
Onde: no Instagram do Observatório de Fortaleza (@observatoriodefortaleza)