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Coronavírus
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Mandetta diz que Bolsonaro "exonerou a ciência" ao demiti-lo: O comportamento do presidente bateu de frente com a ciência, com o SUS e com a vida"

Declaração foi feita em live no domingo, 26, organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL)

09:47 | 27/04/2020
O ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, gesticula durante uma conferência de imprensa para anunciar novas medidas de combate à pandemia do COVID-19 no Palácio do Planalto, em Brasília, em 3 de abril de 2020. (Foto por EVARISTO SA / AFP) (Foto: EVARISTO SA / AFP)
O ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, gesticula durante uma conferência de imprensa para anunciar novas medidas de combate à pandemia do COVID-19 no Palácio do Planalto, em Brasília, em 3 de abril de 2020. (Foto por EVARISTO SA / AFP) (Foto: EVARISTO SA / AFP)

O ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro bateu de frente com a Ciência durante sua gestão na pasta da Saúde e que o que o presidente “exonerou” foi a própria Ciência, e não o ministro Mandetta. Declaração foi feita no domingo, 26, durante live organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL). As informações são do portal G1.

“Ele [Bolsonaro] resolveu substituir o ministro, não o Luiz Henque Mandetta, mas acho que ele exonerou ali a Ciência, que nós estávamos tentando seguir”, afirmou o ex-ministro na live.

Mandetta deixou o Ministério da Saúde no último dia 16, após divergências públicas com Bolsonaro sobre o isolamento social. O anúncio da saída do ministério foi feito pelo ex-ministro por uma rede social. No lugar de Mandetta, Bolsonaro nomeou o oncologista Nelson Teich para a pasta.

> Novo ministro da Saúde: conheça Nelson Teich, substituto de Mandetta

“A meu ver, em um determinado momento, ele entendeu que as implicações econômicas seriam deletérias, mais duras, para as pessoas do que as implicações de saúde. Aí, ele começou a tomar uma série de atitudes públicas que se chocavam com a maneira como o Ministério da Saúde estava conduzindo”, declarou o ex-ministro.

“Nós fizemos o nosso ministério em cima de três pilares no coronavírus: uma defesa intransigente da vida, uma defesa intransigente do SUS e uma defesa intransigente da Ciência. O comportamento do presidente bateu de frente com a Ciência, com o SUS e com a vida. Aí, ficou impossível porque eu não podia sair das minhas prerrogativas e ele não podia sair das dele", completou.