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Coronavírus
NOTÍCIA

OMS: infectados pelo coronavírus devem desenvolver "alguma proteção" contra doença

Nas novas postagens, a OMS afirma que é esperado que a "maioria das pessoas infectadas pela covid-19" desenvolva anticorpos que deem algum tipo de proteção contra a doença.

09:24 | 26/04/2020
Mulher com trajes de proteção caminha pelas ruas do bairro Queens, em Nova York (Foto:  Johannes EISELE / AFP)
Mulher com trajes de proteção caminha pelas ruas do bairro Queens, em Nova York (Foto: Johannes EISELE / AFP)
Após fazer ontem um alerta a respeito do uso de "passaportes de imunidade" contra a pandemia da Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, em sua conta oficial no Twitter, esclarecimentos sobre o texto que trata do assunto. Nas novas postagens, a OMS afirma que é esperado que a "maioria das pessoas infectadas pela covid-19" desenvolva anticorpos que deem algum tipo de proteção contra a doença.
 
"O que ainda não sabemos é qual o nível de proteção ou por quanto tempo ele durará", escreveu a conta oficial do órgão na noite de sábado (25). Os esclarecimentos foram feitos, de acordo com a agência, após o documento original ter causado "alguma preocupação".
 
No texto "'Passaportes imunológicos' no contexto da covid-19", publicado em seu site, a OMS afirmava que há evidências de que pessoas recuperadas da doença estariam protegidas de uma segunda infecção. O órgão publicou as informações após alguns países adotarem os "passaportes" para reduzir medidas de distanciamento social. O texto não sofreu alterações.
 
Outro ponto que a OMS havia destacado é o de que dado o período de incubação da doença no organismo - entre uma e duas semanas -, pessoas infectadas pelo novo coronavírus poderiam criar anticorpos mesmo com o vírus ainda presente na corrente sanguínea, o que reduziria a precisão desse tipo de medição.
 
Nas novas postagens no Twitter, a OMS ressalta que até o momento, nenhum estudo deu respostas a questões sobre a reação do organismo ao vírus, e que o documento será atualizado quando novas evidências científicas estiverem disponíveis. A Organização também apagou de sua conta na rede social os tuítes originais sobre o documento, mantendo apenas uma imagem das postagens excluídas.