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Pesquisa aponta que 76,11% dos bares e restaurantes já demitiram funcionários desde a chegada do novo coronavírus ao Brasil

A entidade estima que os cortes atingiram cerca de 1 milhão de trabalhadores
19:44 | Abr. 17, 2020
Autor O Povo
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O Povo Jornal
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Tipo Notícia

A segunda pesquisa realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR) apontou que 76,11% das empresas do setor de food service já demitiram funcionários durante a pandemia. Os dados foram colhidos entre os associados entre o dia 9 e 15 de abril. Na primeira apuração, feita entre 26 e 31 de março, a porcentagem era de 61,8%. A entidade estima que 1 milhão de trabalhadores já foram desligados de suas atividades.

Ao todo, mais de 9 mil pontos comerciais fazem parte da ANR. Dentre eles, franquias, pontos comerciais, redes e restaurantes independentes. Representando parte de um setor que empregava, antes da crise, em torno de 6 milhões de trabalhadores, a ANR fez outro levantamento sobre o mercado comercial. Nele, o questionamento era sobre quantas empresas do setor acreditavam que iriam conseguir abrir as portas após a quarentena. O resultado mostrou que 78,57% disseram que sim, enquanto 21,43% afirmaram a não reabertura do negócio.

Outra questão tratada pela associação foi a do pagamento da folha salarial. Segundo a pesquisa, referente a março, 77% das empresas afirmam que conseguiriam pagar normalmente os salários no quinto dia útil de abril. Dessa porcentagem, 76,79% informam que os recursos saíram exclusivamente do caixa da empresa.

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Para a folha de abril, que deve ser paga até o quinto dia útil de maio, 75,89% informou que só conseguirá efetuar os pagamentos por meio dos acordos permitidos pela MP 936. Apesar de 65,49% das empresas deste setor estarem conseguindo operar por delivery, drive-thru ou entregas na porta, 65,45% tiveram queda de faturamento superior a 70% em março em comparação da segunda para a primeira quinzena do mês.

De acordo com o presidente da ANR, Cristiano Melles, esses dados mostram que, apesar do esforço da equipe econômica para amenizar o impacto da crise num setor que faturava R$ 400 bilhões anualmente até 2019, as medidas ainda são insuficientes. “Neste momento estamos empenhados em convencer deputados e senadores, e também o Ministério da Economia a ampliar os prazos da MP dos Salários”, afirma Melles.

Cristiano refere-se a Medida Provisória 936/2020, que instaura o Programa Emergencial para manutenção das atividades, empregos e renda. A associação defende aumentar de 60 para 120 dias o prazo para suspensão de contratos e de 90 para 150 dias para redução de jornada. A MP tramita hoje no Congresso.

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