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Coronavírus
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Equador estende isolamento por mais uma semana

18:36 | 17/04/2020
Equador faz enterro de mortos por COVID-19 em caixões de papelão. (Foto: Reprodução / Twitter)
Equador faz enterro de mortos por COVID-19 em caixões de papelão. (Foto: Reprodução / Twitter)

O Equador anunciou nesta sexta-feira (17) a prorrogação das medidas restritivas para impedir o avanço do coronavírus até 26 de abril.

O país, um dos mais afetados pela pandemia na América Latina, adotou o confinamento e o toque de recolher há um mês.

"As medidas de isolamento são mantidas por mais uma semana (até 26 de abril)", disse a ministra do Governo (Interior), Maria Paula Romo, em videoconferência de imprensa.

Com mais de 8.500 casos e 420 mortes desde 29 de fevereiro, o país enfrenta a força destrutiva da pandemia, especialmente na província de Guayas e sua capital, Guayaquil, que concentra 68% dos contágios.

O governo acredita que pode haver outros 675 mortos pela COVID-19, registrados como suspeitos.

O sistema de saúde pública recebe cerca de 500 amostras para diagnóstico diariamente, mas só tem capacidade para processar 350 testes por dia, segundo a ministra.

"Sem os resultados de todos os exames, não temos uma leitura apropriada para tomar decisões. Portanto, na próxima semana o país inteiro permanecerá em alerta vermelho (nível máximo de risco)", afirmou Romo.

O governo equatoriano passou a aplicar nesta semana um sistema de cores para diferenciar o grau de perigo em diferentes áreas do país.

A ministra destacou que para a retomada das atividades "as decisões serão graduais, progressivas, prudentes e um elemento-chave será a capacidade de realizar testes e obter resultados".

Ela estima estar atualizada sobre os diagnósticos na próxima semana.

Antes que o vírus fosse detectado, havia uma média de 2.000 mortes por mês na província de Gauayas. Apenas na primeira quinzena de abril, ocorreram 6.703 óbitos por várias causas na localidade, informou Jorge Wated, membro da equipe que auxilia o governo a enfrentar o colapso dos serviços de saúde e das funerárias.

O número inclui as vítimas confirmadas e prováveis mortos pela pandemia e também aqueles que perderam a vida por outras doenças.