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Coronavírus
NOTÍCIA

"Excesso não solucionará problema, mas o agravará", diz Bolsonaro sobre isolamento social

Além de criticar decretos, o presidente reforçou a ideia de flexibilização do isolamento e a necessidade de "voltar à normalidade" o quanto antes

Gabriela Almeida
22:36 | 16/04/2020
Além de criticar decretos, o presidente reforçou a ideia de flexibilização do isolamento e a necessidade de "voltar a normalidade" o quanto antes (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Além de criticar decretos, o presidente reforçou a ideia de flexibilização do isolamento e a necessidade de "voltar a normalidade" o quanto antes (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Durante pronunciamento realizado na tarde desta quinta-feira, 16, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o isolamento social. Bolsonaro aproveitou a coletiva, feita acerca da demissão do Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, para defender a flexibilização do isolamento e reforçar posicionamento contra decretos estaduais determinados por governadores do Brasil.

Após falar que não foi consultado sobre medidas, Bolsonaro defendeu que era preciso “voltar à normalidade” o quanto antes, pois fechamento de serviços estaria prejudicando financeiramente o País. “A vida não tem preço, mas a economia e o emprego tem que voltar a normalidade. Não o mais rápido possível, mas de forma flexibilizada”, apontou o presidente, informando ainda que “excesso não solucionará problema, mas o agravará”.

Com a saída de Mandetta e a chegada de Nelson Teich no Ministério da Saúde, a ideia de isolamento flexibilizado que Bolsonaro defende pode ganhar força. O novo ministro chegou a falar durante pronunciamento feito por Bolsonaro que havia um "alinhamento completo" entre ele e o presidente. Na ocasião, o também oncologista destacou que saúde e economia devem se complementar, sem existir “polarização”.

Os decretos estaduais de isolamento foram estabelecidos como forma de evitar o avanço da Covid-19 em territórios do País. Bolsonaro já havia se mostrado contra medida, que determina, entre outros, o fechamento de serviços considerados não essenciais ao funcionamento público. Em diversas ocasiões, o presidente acusou medida de enfraquecer economia e defendeu uma “flexibilização” do isolamento. Henrique Mandetta, agora ex-ministro, era contrário ao posicionamento de Bolsonaro, protagonizando diversas divergências com o presidente.

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