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Coronavírus
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Ceará tem a 3ª maior taxa de isolamento social do País, aponta empresa

Ceará apresenta índice de 52,8% isolamento social na primeira semana de abril.

Henrique Araújo
22:09 | 11/04/2020
Movimentacao de pessoas e funcionamento do comercio na messejana, apos decreto de isolamento social do governador Camilo Santana. (BARBARA MOIRA/ O POVO)
Movimentacao de pessoas e funcionamento do comercio na messejana, apos decreto de isolamento social do governador Camilo Santana. (BARBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: Barbara Moira)

De acordo com levantamento da empresa In Loco a partir de dados de geolocalização, o Ceará apresenta índice de 52,8% isolamento social na primeira semana de abril. O estado está atrás apenas de Goiás, com 54,2%, e do Distrito Federal, com 53,1%. No Nordeste, o menor patamar é da Bahia, com 45,8%. Piauí tem 52,6% e Pernambuco, 51,5%.

No País, o índice mais baixo está no Mato Grosso do Sul, com 39,6%, seguido do Tocantins, com 41%. O Brasil registrou hoje 1.024 mortes por covid-19 e mais de 20 mil diagnósticos positivos. O Ceará tem 74 mortes, 58 delas em Fortaleza.

Neste sábado, o governador Camilo Santana (PT) reforçou apelo por isolamento e pediu que o presidente da República Jair Bolsonaro deixe a política e a partidarização de lado. Nas últimas três semanas, ainda conforme a empresa In Loco, todos os estados vêm reduzindo drasticamente o número de habitantes em isolamento, principal medida adotada contra a pandemia.

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No Ceará, por exemplo, os percentuais caíram de 59,71%, registrados na semana de 24 a 30 de março, para 55,60% na seguinte e agora 52,80% (até 9 de abril). O isolamento e a suspensão das atividades e do comércio no estado estão previstos até 20 deste mês.

Desde o início do avanço da doença, o presidente Jair Bolsonaro vem defendendo um afrouxamento da quarentena, determinada nos estados por meio de decreto. De acordo com a In Loco, o cálculo de isolamento por meio da geolocalização é feito preservando a privacidade das pessoas.

“Todos os dados do estudo são agregados e não coletamos informações de identificação civil (nome, RG, CPF) ou contas associadas (e-mail e telefone)”, afirma a companhia, que prepara boletins semanais. E continua: “Os usuários voluntariamente instalam os aplicativos parceiros da In Loco e podem ou não permitir a coleta dos dados”.