PUBLICIDADE
Coronavírus
NOTÍCIA

Grupo da UFCA disponibiliza ferramenta que compara curva de incidência da Covid-19 entre países

A Plataforma Mesor reúne dados de quase 200 países. Além disso, o grupo também vem produzindo gráficos de projeções da pandemia no Brasil

18:51 | 10/04/2020
Plataforma de grupo de pesquisa da UFCA compara gráficos de incidência de países. Na imagem, comparação do Brasil com os EUA (Foto: reprodução)
Plataforma de grupo de pesquisa da UFCA compara gráficos de incidência de países. Na imagem, comparação do Brasil com os EUA (Foto: reprodução)

Por meio do grupo de pesquisa e desenvolvimento em Modelagem Estatística, Simulação e Otimização de Risco (Mesor), a Universidade Federal do Cariri (UFCA) disponibilizou aos usuários uma ferramenta online de modelagem e previsão de incidência da Covid-19 em quase 200 países, na qual é possível comparar gráficos do contágio de diferentes países.

LEIA TAMBÉM | UFC expande produção de EPIs para profissionais de saúde

Para ter acesso, é preciso criar login e senha na Plataforma Mesor. Depois, o usuário deve acessar o botão “Epidemiologia” no menu à esquerda, selecionar "covid-19" e, então, escolher dois países para ver os gráficos comparativos. Os dados utilizados na plataforma são originalmente da Universidade Johns Hopkins (EUA), que disponibiliza e atualiza diariamente os números do coronavírus no mundo.

Além da comparação entre países, a intenção da plataforma é aprimorar a disponibilização de dados, apresentando, por exemplo, gráficos de estados e municípios brasileiros específicos.

LEIA TAMBÉM | Pesquisadores da UFC estudam a saúde de PMs e integram formulação de plano de contingência junto à corporação

O grupo de pesquisa também vem produzindo gráficos que mostram as mudanças nas projeções da curva de incidência no Brasil. Segundo análises, é possível verificar, comparando-se os gráficos da situação do País em 27, 34 e 40 dias desde o primeiro caso registrado, alterações significativas nas probabilidades a partir das ações dos governos estaduais e do Ministério da Saúde.

LEIA TAMBÉM | Se o decreto de isolamento tivesse esperado mais dois dias, Ceará teria o dobro de casos de covid-19

No gráfico de 27 dias desde o primeiro caso registrado, os prognósticos eram mais duros, com um pico de mais de 98 mil pessoas contaminadas em um só dia ocorrendo entre maio e o meio de junho e conclusão da pandemia em dezembro. Já na situação após 34 dias de pandemia, já com políticas de isolamento social implementadas pelos governos dos Estados e recomendadas pelo Ministério, o pico previsto mudou para o início de abril, com conclusão da pandemia em junho.

Pesquisadores do grupo de pesquisa Mesor também fazem gráficos de previsões para a série de incidências diárias da covid-19 no Brasil
Pesquisadores do grupo de pesquisa Mesor também fazem gráficos de previsões para a série de incidências diárias da covid-19 no Brasil (Foto: Reprodução / Mesor - UFCA)

A mais recente análise, de 40 dias desde a primeira ocorrência (ou seja, até 5 de abril), mostra que o pico passou para o meio de abril e a conclusão da pandemia seria no meio de julho. A alteração deve-se às divisões de recomendações feitas por governantes e a discursos que contrastam desenvolvimento econômico e cuidados com a saúde, que impactam no modo que a população encara a pandemia.

Serviço

Plataforma Mesor
Acesso em www.mesor.com.br/