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Coronavírus
NOTÍCIA

Escolas de samba do Rio ajudam na produção de capotes descartáveis

Os capotes são parte dos equipamentos de proteção individual (EPI) indispensáveis para médicos e enfermeiros que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus

13:42 | 06/04/2020

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que fez parceria com as escolas de samba Unidos de Padre Miguel e Vila Isabel para a confecção de capotes descartáveis a profissionais de saúde da rede municipal. Os capotes são parte dos equipamentos de proteção individual (EPI) indispensáveis para médicos e enfermeiros que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus (covid-19).

Segundo a prefeitura, apenas no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na zona norte do Rio, referência para tratamento da Covid-19, chegam a ser utilizados por dia 2 mil desses capotes. Por ser um material descartável, é necessária a reposição constante dos estoques.

A RioSaúde, empresa pública municipal que coordena a ação, fornecerá a matéria-prima, além de máscaras e álcool em gel para que as costureiras das escolas de samba façam a proteção e higienização das mãos antes de manusear o tecido.

"Diante da dificuldade de conseguir a quantidade necessária de capotes no mercado, nos reinventamos em busca de soluções e encontramos acolhida já em duas escolas de samba, a quem muito agradecemos por entrar conosco nessa empreitada", disse, em nota, o presidente da RioSaúde, Marcelo Roseira, acrescentando que espera ampliar o leque de ateliês de escolas de samba nesse apoio.

Produção

A Unidos de Padre Miguel recebeu no sábado (4) 18 rolos do tecido específico, descrito nas normas técnicas (TNT de gramatura 30), num total de cerca de 2 mil metros. Segundo o presidente da escola de samba, Lenílson Leal, como as costureiras são da própria comunidade, elas começaram a produção nesse domingo (5). Ele informou que a RioSaúde receberá hoje (6) a primeira remessa de capotes para distribuição em suas unidades.

"Estamos colocando nosso principal ateliê à disposição, com seis a sete costureiras trabalhando. Elas já viram que o modelo é simples de fazer, então vamos conseguir costurar uma boa quantidade. Temos máquina industrial, poderemos cortar até 100 moldes por vez", disse Leal.

De acordo com a diretora executiva assistencial da RioSaúde, Eneida Reis, a Unidos de Vila Isabel receberá nesta segunda-feira (6) o tecido para a confecção dos capotes. O presidente da Vila, Fernando Fernandes, disse que seis costureiras da escola vão produzir o material.

Máscaras

Em Niterói, a atual campeã do carnaval Unidos do Viradouro começou a produção de máscaras para serem distribuídas na quadra da escola, inicialmente aos componentes da comunidade que desfilaram este ano, sobretudo os idosos, como os integrantes da Velha Guarda e da Ala das Baianas. Nessa primeira fase de produção, estão sendo confeccionadas cinco mil unidades.

Segundo Dudu Falcão, diretor de carnaval da agremiação, após embaladas, as máscaras serão levadas para a quadra da escola, no bairro do Barreto, onde serão distribuídas. "A ideia da escola é continuar produzindo para atender ao maior número de pessoas possível. A data e horário de distribuição serão divulgados através das redes sociais da Viradouro".