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Coronavírus
NOTÍCIA

Vaticano prolonga confinamento por coronavírus até 13 de abril

Em uma breve declaração, a assessoria de imprensa do Vaticano confirma a medida "em coordenação com as medidas adotadas pelas autoridades italianas em 1º de abril de 2020"

11:16 | 03/04/2020
Vaticano em 27 de março de 2020. O Papa Francisco preside um momento de oração no sagrato da Basílica de São Pedro, a plataforma no topo da escadaria imediatamente em frente à fachada da Igreja, a ser concluída com o Papa dando a Bênção Urbi e Orbi , no Vaticano. (Foto de YARA NARDI / POOL / AFP) CORONA 05.04 (Foto: YARA NARDI / AFP)
Vaticano em 27 de março de 2020. O Papa Francisco preside um momento de oração no sagrato da Basílica de São Pedro, a plataforma no topo da escadaria imediatamente em frente à fachada da Igreja, a ser concluída com o Papa dando a Bênção Urbi e Orbi , no Vaticano. (Foto de YARA NARDI / POOL / AFP) CORONA 05.04 (Foto: YARA NARDI / AFP)

A Santa Sé anunciou nesta sexta-feira, 3, que as medidas de confinamento decididas para evitar a propagação do coronavírus no Vaticano foram estendidas até 13 de abril, como na Itália.

Em uma breve declaração, a assessoria de imprensa do Vaticano confirma a medida "em coordenação com as medidas adotadas pelas autoridades italianas em 1º de abril de 2020".

No dia anterior, o Vaticano confirmou o sétimo caso de coronavírus, a maioria funcionários que trabalham nas entidades e ministérios da Santa Sé.

Para coibir a disseminação do vírus no Vaticano, onde residem cerca de 500 pessoas, foram adotadas as mesmas medidas que na Itália, e o teletrabalho e turnos foram promovidos para proteger a saúde dos funcionários.

Por seu lado, o papa está há um mês cercado por um "cordão sanitário anti-contágio", que o acompanha em todos os seus deslocamentos.

Francisco parou de comer na sala comunal da residência Santa Marta, onde mora no Vaticano, e o faz em seu apartamento, e as pessoas que estão em contato com ele têm produtos desinfetantes.

O papa concelebrará com apenas dois prelados os ritos da primeira Semana Santa (de 5 a 12 de abril) sem fiéis da história moderna, segundo fontes da imprensa italiana.

O cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basílica de São Pedro e o arcebispo Vittorio Lanzani, delegado da fábrica de São Pedro, concelebrarão com Francisco e serão as únicas pessoas que poderão acompanhar o papa em todas as cerimônias, de acordo com o vaticanista Francesco Grana no Twitter.

O papa teve que se adaptar à situação e agora está se dirigindo aos fiéis por vídeo: ele celebra a missa diária da pequena capela da residência de Santa Marta ou fala de sua biblioteca particular no Palácio Apostólico, onde recebe poucas pessoas e se mantém sempre a distância.

O Vaticano especificou que todos os ritos da Semana Santa ocorrerão na Basílica de São Pedro, no altar, com exceção da Via Crucis da Sexta-feira Santa, que ocorrerá na esplanada da basílica.

A missa do Crisma não será celebrada em 9 de abril e será adiada para uma data posterior.

Um dos momentos mais importantes da tradição católica, que recorda a morte de Jesus na cruz, acontecerá pela primeira vez sem a presença dos fiéis e sem a tradicional lavagem dos pés.