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Coronavírus
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Apesar de 766 novas mortes por coronavírus, Itália apresenta indicativos positivos

Queda de 4% no índice de mortos por 24 horas aumenta esperança de que país europeu tenha finalmente superado o pico da Covid-19. Já são 14.681 óbitos no país, maior marca do mundo

17:14 | 03/04/2020
Coliseu, em Roma, praticamente vazio; duras medidas de isolamento social foram adotados tardiamente na Itália (Foto: Filippo MONTEFORTE / AFP)
Coliseu, em Roma, praticamente vazio; duras medidas de isolamento social foram adotados tardiamente na Itália (Foto: Filippo MONTEFORTE / AFP)

A Itália registrou nesta sexta-feira, 3, diminuição na taxa de contágios por coronavírus, que se situou em cerca de 4%, apesar do número de mortes registradas ser de 766, o que aumenta o total de óbitos no país a 14.681. Os dados divulgados pela Proteção Civil reforçaram as esperanças de que a Itália tenha superado o pico depois de ter se tornado o epicentro da pandemia da Covid-19 no último mês.

O número de pacientes que foram declarados como totalmente recuperados aumentou em 17,3%, com 19.758 casos registrados.

A crise em algumas das regiões mais afetadas da Itália também parece estar diminuindo gradativamente.

A região da Lombardia, no norte, na qual se concentravam mais da metade das mortes oficiais, teve um pequeno aumento no número de pacientes que foram internados em cuidados intensivos.

"Os números estão melhorando", reconheceu o assessor da Saúde da Lombardia, Giulio Gallera. "Nossos hospitais estão começando a respirar", disse à imprensa.

O vírus, no entanto, gerou um colapso no sistema de saúde e foi responsável por um forte golpe à economia. A terceira economia da União Europeia, que exige um plano continental excepcional para conseguir se recompor, espera aliviar os efeitos do coronavírus na economia. Calcula-se que a interrupção repentina do turismo, uma das principais fontes de renda no país, causou perda de 45% no lucro anual dos hotéis e restaurantes.

A Itália, o primeiro país da Europa a ordenar a suspensão total das atividades econômicas, no último 12 de março, — com exceção das farmácias e supermercados —, teve de estender o seu estrito confinamento até o próximo 13 de abril.

As autoridades italianas alertaram que o país voltará a funcionar aos poucos e que algumas parcelas da população deverão permanecer mais semanas confinadas. A Confederação das Indústrias, a Confindustria, calcula que a produção do país terá uma redução de 6% caso a pandemia continue atingindo a Itália em maio.

Cada semana de confinamento representa uma redução de 0,75% no PIB do país, segundo a entidade.

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