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Coronavírus
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Após pronunciamento moderado, Bolsonaro volta a criticar isolamento social em entrevista a Datena

O presidente retomou o discurso em prol da economia e voltou a afirmar que as medidas de restrição são exageradas devido ao pânico

Alan Magno
21:00 | 01/04/2020
 (Foto: REPRODUÇÃO/TV)
(Foto: REPRODUÇÃO/TV)

Após pronunciamento moderado no qual reconheceu a existência do vírus e a seriedade da doença, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a criticar o isolamento social. Ele afirmou que as medidas de restrição implementadas pelos governadores são exageradas e resultado do pânico em torno da pandemia. Fala do presidente ocorreu na noite desta quarta-feira, 1º, em entrevista ao vivo ao apresentador José Luiz Datena, na TV Bandeirantes.

O presidente voltou a defender a retomada da economia no país e a flexibilização das medidas restritivas que buscam desacelerar a propagação do novo coronavírus. O argumento defendido por Bolsonaro é de que: “A maioria esmagadora das pessoas que serão infectadas pelo vírus não irão sentir nada”.

Bolsonaro criticou ainda as recomendações que buscam fazer com que as pessoas fiquem em casa, evitando aglomerações. Ele se referiu a tais atitudes como resultado de um estado de pânico. “O vírus é igual uma chuva, vem e você vai se molhar, mas não vai se afogar”, argumentou o presidente.

A atual situação de pandemia a qual instaurou-se no mundo foi classificada por Bolsonaro como um cenário de guerra onde invariavelmente haverá mortos, mas que se fazia necessário tomar a decisão certa para: “morrer menos gente e a gente sobreviver”. Ele voltou a defender a necessidade de voltar ao ritmo produtivo de antes das medidas de quarentena. “É preciso fazer com que as pessoas voltem ao trabalho”, completou.

O presidente ainda destacou que caso as medidas de isolamento social se mantenham por mais tempo as consequências delas para a economia serão piores do que os impactos gerados pelo novo vírus. Outro ponto defendido por Bolsonaro é de que emprego e saúde não podem ser vistos de forma isolada, pois segundo ele “quanto menor a renda de uma pessoa, mais vulnerável ela é”, e afirmou que sua maior preocupação era para com as pessoas mais vulneráveis economicamente.

Ao ser questionado sobre a ação da Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) que busca averiguar o cumprimento das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) por parte do Governo Federal nas medidas de enfrentamento da Pandemia. Bolsonaro afirmou que estava adotando parte das medidas e outra parte não pois cada localidade do mundo possui características específicas. “Se a OAB tá achando que todo mundo deve seguir esse isolamento horizontal, me desculpe OAB, mas vamos todos sucimbir juntos, vamos pro buraco juntos”, completou o presidente ao voltar a defender a flexibilização das medidas restritivas.

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