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Maia responde a Guedes ao que ele chama de "transferência de responsabilidade"

Mais cedo, o ministro da Economia cobrara que o presidente da Câmara aprovasse PEC para que o Governo Federal instituísse auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais, que depende de sanção presidencial

21:12 | 31/03/2020
Rodrigo Maia  (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Rodrigo Maia (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Visivelmente irritado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), respondeu a declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o repasse do governo ao auxílio emergencial, ao que o deputado chamou de "transferência de responsabilidade" por parte do economista. "Sem nenhuma crítica, apesar de que seriam merecidas em relação à fala mais uma vez do ministro da Economia transferindo a terceiros responsabilidades dele", disse.
Mais cedo, o ministro da Economia sugeriu que ainda precisa da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do "orçamento de guerra" para a expansão dos gastos para poder liberar o auxílio de R$ 600. Isso apesar do Supremo Tribunal Federal (STF) ter aberto o caminho para a expansão dos gastos com a flexibilização da aplicação de leis orçamentárias e fiscais.
Maia usou o plenário da Câmara para comentar as declarações. "Guardei um pouco para explicar aos deputados o que disse o ministro Paulo Guedes. Não estou aqui para transferir responsabilidade para ninguém, estou aqui para construir com deputados e governo as soluções. Mas acho importante, porque o que o Guedes falou hoje, se ele estiver certo hoje, o governo mentiu na ação que impetrou no STF com o ministro Alexandre de Moraes", disse.
Maia disse defender a PEC por acreditar que irá garantir um arcabouço legal melhor pro Executivo para todas as despesas que terão de ser aprovadas. "Mas esse pleito ao STF garante ao governo a possibilidade, a certeza, da edição de uma MP de crédito pra pagar os R$ 600 do auxílio", disse. "Todos nós brasileiros aguardamos ansiosamente a sanção do presidente", afirmou.