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Coronavírus
Noticia

Bolsonaro diz que vidro blindado de lotéricas impede a circulação do coronavírus

Fala vem um dia após ele baixar decreto determinando que os estabelecimentos voltassem a abrir normalmente

21:53 | 26/03/2020
Bolsonaro fez afirmações durante coletiva no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira, 26 (Foto: Sergio LIMA / AFP)
Bolsonaro fez afirmações durante coletiva no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira, 26 (Foto: Sergio LIMA / AFP)

Durante transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira, 26, o presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que funcionários de lotéricas estão livre de infecção pelo coronavírus devido ao vidro blindado dos estabelecimentos. Fala vem um dia após ele baixar decreto determinando que os equipamentos voltassem a abrir normalmente.

O presidente ainda voltou a chamar a covid-19 de "gripe", e afirmou novamente que o brasileiro "pula no esgoto e não pega nada", conforme dito a jornalistas na tarde desta quinta-feira, sem apresentar embasamento.

Ao lado de Bolsonaro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou medidas do banco para reduzir temporariamente as taxas de juros no cheque especial e no parcelamento de faturas do cartão de crédito; a ampliação de linhas de crédito para capital de giro em empresas, compra de carteiras de pequenos bancos, Santas Casas e crédito rural emergencial; além do aumento do prazo para pagamento de dívidas em linhas de financiamento. Foram comentadas também medidas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já haviam sido anunciadas no começo da semana.

Bolsonaro anunciou ainda auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, por três meses, medida que foi aprovada pelo Congresso. O valor inicialmente proposto pelo Executivo era de R$ 200 mensais, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), demandava um auxílio de pelo menos R$ 500.

O presidente voltou a falar sobre o uso de cloroquina para o tratamento da covid-19 e disse que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem acompanhado as pesquisas sobre o uso do remédio. O laboratório químico-farmacêutico do Exército, no Rio de Janeiro, está produzindo o medicamento. A divulgação do uso da substância para o tratamento de casos graves de coronavírus levou à escassez do medicamento, que é utilizado para tratamento de malária, lúpus e artrite reumatoide, nas farmácias. A Anvisa restringiu a venda somente a pacientes com receita.

Bolsonaro defendeu também, novamente, o isolamento vertical, em que apenas pessoas infectadas ou em grupos de risco permanecem em quarentena. Especialistas criticam o método, que exige anteriormente que seja realizada testagem massiva do coronavírus na população, para se ter a diferenciação entre pessoas saudáveis, que podem retornar ao trabalho, e infectadas, que devem permanecer em isolamento. O Brasil não tem testado massivamente a população.

 

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