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Papa Francisco terá Semana Santa sem procissões e marcada pela morte de padres

Ao todo, 67 padres faleceram em decorrência do coronavírus na Itália, país com mais óbitos decorrentes da covid-19
20:24 | Mar. 25, 2020
Autor AFP
Tipo Notícia

O papa Francisco se prepara para uma Semana Santa inédita devido à pandemia do novo coronavírus, sem procissões de fiéis e marcada pela morte, na Itália, de 67 padres pela doença.

Um dos momentos mais importantes da tradição católica, que lembra a morte de Jesus na cruz, acontecerá sem a presença de fiéis, sem a tradicional lavagem dos pés e sem a comovente via-crúcis precedida pelo pontífice, anunciou o Vaticano nesta quarta-feira, 25.

A decisão não tem precedentes na história recente da Igreja e foi tomada "devido à emergência sanitária atual". O papa irá presidir a portas fechadas, em abril, o Domingo de Ramos, a Quinta e Sexta-Feira Santa com a via-crúcis no Coliseu Romano, a Vigília Pascal e o Domingo de Ressureição com a tradicional benção Urbi et Orbi.

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Com o decreto divulgado hoje, a Congregação para o Culto Divino proibiu missas com a presença de fiéis durante a Semana Santa nos países afetados pela pandemia.

"A data da Páscoa não pode ser adiada. Iremos celebrá-la depois da preparação deste tempo especial da quaresma, tão marcado pela dor, o medo e a incerteza", explicou o secretário da congregação, arcebispo Arthur Roche, ao portal oficial da Santa Sé, Vatican News.

A Igreja Católica dedicará um momento especial aos padres e freiras que morreram por causa do vírus, e às centenas de religiosos infectados em vários países.

Segundo o jornal "Avvenire", da Conferência Episcopal italiana, 67 padres morreram de covid-19, a maioria idosos que viviam no norte da Itália, área mais atingida.

Pela primeira vez, o papa está transmitindo as missas das 7 horas na Casa Santa Marta, sua residência, onde rezou diversas vezes pelos médicos e famílias que lutam contra a pandemia.

Francisco agradeceu na terça-feira, 24, a todos os padres que criaram sistemas para estar perto dos necessitados, com missas pela internet.

"Muitos fiéis rezam o rosário se conectando através do rádio, da TV ou da internet. Vivemos um momento excepcional. Não esqueçamos que Jesus fala da oração pessoal convidando-nos a rezá-la em nossas casas", assinalou Arthur Roche.

Em nome do Papa, o cardeal Konrad Krajewski visitou esta semana dois institutos religiosos de freiras em Roma onde 60 delas estão em quarentena por estarem infectadas, entre elas uma em estado grave.

kv/jz/lb

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