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Coronavírus
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Ministério Público do Estado recomenda medidas para proteger idosos acolhidos em instituições

Recomendação foi encaminhada a 21 instituições de longa permanência para idosos, que formam principal grupo de risco de morte por coronavírus

Jéssika Sisnando
18:21 | 25/03/2020
MPCE expede documento que determina a inspeção da entidade (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)
MPCE expede documento que determina a inspeção da entidade (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

O Ministério Público do Estado (MPCE) enviou recomendações a 21 instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) de Fortaleza. O objetivo é alinhar medidas administrativas e sanitárias que preservem a vida dos acolhidos durante a pandemia do coronavírus. 

No despacho, o promotor de Justiça Raimundo Batista de Oliveira, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, reforça que a população idosa é a mais vulnerável às complicações clínicas da doença, tendo iminente risco de morte decorrente da covid-19.

A 15ª Promotoria de Justiça de Fortaleza também encaminhou ofício à Secretaria de Saúde do Estado do Ceará e à Secretaria de Saúde de Fortaleza cobrando o fornecimento de materiais de proteção contra o coronavírus aos idosos acolhidos nas instituições públicas, bem como aos profissionais das ILPIs, tais como álcool gel, óculos de proteção, avental, luvas, máscara cirúrgica para transporte e máscara (N95) para assistência diante de suspeita ou caso confirmado.

A recomendação cobra a efetivação das seguintes medidas

1) que adotem medidas tais como: restringir as visitas dos familiares dos idosos, podendo autorizar a visita apenas em situações excepcionais e extremamente emergenciais e desde que justifiquem o contato físico dos idosos com pessoas de fora da instituição;

2) que as ILPIs se abstenham de institucionalizar novos idosos até que posteriores recomendações do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado e do Município de Fortaleza informem que a situação esteja controlada;

3) que adotem todas as medidas necessárias para ventilação e higienização dos ambientes da ILPI, tais como de portas, maçanetas, janelas, cadeiras, áreas de uso comum, bem como de louças, roupas, etc., com a utilização de detergentes próprios para cada um dos casos;

4) que orientem os funcionários, residentes e porventura visitantes, para cobrirem a boca e nariz ao tossir ou espirrar;

5) que orientem os idosos a não compartilharem objetos de uso pessoal;

6) que orientem os idosos a lavarem as mãos frequentemente com água e sabão ou a usar antisséptico à base de álcool gel.

 

Com informações do Ministério Público do Ceará