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Coronavírus
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Empresas de confecção do Ceará querem fornecer gratuitamente roupas hospitalares e máscaras

Iniciativa encabeçada pela associação conta com um grupo de dez empresas dispostas a ajudar. Entre os artigos a serem repassados à Secretaria da Saúde do Estado do Ceará estão roupas hospitalares e máscaras

Jully Lourenço
21:54 | 22/03/2020
Artigos como máscaras estão em falta (Foto: Thaís Mesquita)
Artigos como máscaras estão em falta (Foto: Thaís Mesquita)

Com o avanço do novo coronavírus no Brasil e no Ceará, uma iniciativa de dez empresas ligadas ao Sindicato da Indústria de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhora no Estado do Ceará - SindConfecções-CE pretende adequar a produção para o fornecimento - temporário e gratuito - de itens hospitalares (essenciais neste momento, como o caso da máscara, em falta nos principais pontos de venda) à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Para isso, ele diz ser necessário apoio do governo.

"Estamos passando por algo nunca vivido. Nosso seguimento certamente terá muita dificuldade de superar tudo isso, mas, mesmo assim, estamos prontos para contribuir com a sociedade usando da nossa capacidade produtiva para tentar amenizar os efeitos do momento", diz Elano Guilherme, presidente do sindicato, em entrevista ao O POVO.

De acordo com Elano, as empresas estão se organizando para produzir roupas hospitalares e para os profissionais de saúde. Além disso, no combate à pandemia, a associação empenha-se em arrecadar recursos para a compra da matéria-prima necessária.

"Vamos dividir as tarefas conforme a capacidade de cada empresa. Concentrarem tudo o que for produzido para o órgão estadual de saúde. Estamos, também, preocupados com a qualidade desse material, precisamos ficar atentos às normas de segurança de tudo que será fabricado para que de fato sejam úteis", continua o presidente do setor das indústrias de confecção.

Segundo Mayke Alexandre, executivo estratégico do SindConfecções, o processo de fabricação, ao contrário do que se possa imaginar, é relativamente simples. "Acredito que no máximo em cinco, sete dias conseguimos entregar os materiais", avalia.

Mas para que esta força-tarefa, como sugere Elano no início, não seja só útil, mas, de fato, ocorra, reforça: "Temos uma grande capacidade de produção em nossas indústrias, porém, além dos recursos necessários, precisamos de amparo do Governo para produzir com segurança e dentro da legalidade", pede apoio à causa. "Estamos unidos para contribuir da melhor forma", afirma.