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Coronavírus
NOTÍCIA

Pedidos via aplicativos de entrega são alternativa para população cearense

Com fechamento de bares e restaurantes, aumenta a procura das pessoas pelo serviço de entregas

Victor Hugo Pinheiro
18:24 | 20/03/2020
FORTALEZA, CE, Brasil. 20.03.2020: Por conta da Pandemia do novo Coronavirus, os serviços de delivery alimenticio tem apresentado um aumento expressivo. (Fotos: Thais Mesquita/O POVO) (Foto: Thaís Mesquita)
FORTALEZA, CE, Brasil. 20.03.2020: Por conta da Pandemia do novo Coronavirus, os serviços de delivery alimenticio tem apresentado um aumento expressivo. (Fotos: Thais Mesquita/O POVO) (Foto: Thaís Mesquita)

Com o decreto anunciado pelo governador Camilo Santana (PT), bares e restaurantes vão funcionar apenas pelo serviço de entregas por, pelo menos, 10 dias. Com isso, os clientes terão que solicitar o delivery para que possam ter acesso aos produtos. Diante deste cenário, O POVO apurou como está a procura da população pelos aplicativos de entrega. 

"Desde que as conversas sobre o coronavírus se iniciaram, em janeiro, percebemos um aumento significativo no número de pedidos de supermercado, o que acreditamos ser uma resposta dos usuários preocupados com o tema incerto e medidas de quarentena sendo tomadas em diferentes cidades. As pessoas se sentem mais seguras fazendo um pedido via Rappi e evitando concentrações massivas de pessoas. As categorias que registraram um maior aumento foram farmácias, restaurantes e supermercados", afirmou, em nota o Rappi.

Já a Uber Eats adotou gratuidade na taxa de entrega para pedidos feitos a milhares de pequenos e médios restaurantes parceiros independentes, além de aumentar a visibilidade de empreendimentos locais.

Uma outra empresa também popular no ramo de entregas, o iFood, destinou R$50 milhões para um fundo de assistência focado nos pequenos restaurantes. Além disso, também está liberando R$ 600 milhões no mercado brasileiro.

Com as pessoas impossibilitadas de irem até os restaurantes, tem sido possível observar que uma parte da população está recorrendo aos pedidos por aplicativo. Uma dessas pessoas é o estudante universitário, Thalles Nobre, que comenta o seu relato pessoal.

"Desde o início da semana estou priorizando fazer comida em casa mesmo ou pedir por delivery, mas tomando aquelas precauções de pagamento online e de higienizar as embalagens. A gente sabe das recomendações mundiais a respeito dessa pandemia e por isso ir a um restaurante ou shopping pra comer é impensável no momento", afirmou Thalles.

Em relação ao aumento de pedidos por delivery, o proprietário do restaurante Cantinho do Frango Sul, Rafael Lins, falou que, apesar da alta demanda de entregas, a "curva de vendas não foi acentuada". 

"Houve um aumento sim na demanda, mas como todos os restaurante que estão abertos estão trabalhando apenas com delivery, a curva de vendas não foi tão acentuada", explicou o empresário. 

Confira dicas para pedir comida pelos serviços de aplicativo, mas sem correr nenhum risco de contaminação do novo coronavírus (Covid-19):

1) Passe álcool gel na mão e no cartão após usar a maquininha de pagamento.

2) Fique pelo menos um metro de distância do entregador. Tente colocar uma cadeira na porta para ele apoiar a embalagem do seu pedido.

3) Evite deixar o cartão próximo do alimento no momento do pagamento.

4) Após organizar a refeição, lave as mãos, depois, pode comer.

Se por um lado existe o otimismo do aumento dos pedidos de entrega, também tem o pessimismo em relação à possibilidade de uma onda de demissões para inúmeros funcionários. O presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE), Rodolphe Trindade, falou sobre o cenário:

"O nosso setor (restaurantes e bares) tá prevendo que três milhões vão ficar desempregados nos próximos dias no Brasil. Em Pernambuco, por exemplo, tivemos muita gente fechando. Nesses próximos dias, os donos de casa não vão ficar pedindo sushi e pizza todo dia. O dinheiro que as pessoas têm vai ser para comprar arroz, feijão, carne. Também é preciso levar que esse dinheiro não vai durar muito, visto que estamos prevendo uma onda de demissões em diversos setores", comentou Rodolphe Trindade.

Na tarde desta sexta-feira, 20, o presidente da Abrasel-CE, emitiu uma carta enviada diretamente para o Governo do Estado do Ceará.

Pouco ou muito, o Governo Federal está fazendo sua parte, propondo várias medidas econômicas, como o adiamento da sua parte dos impostos e encargos, entre outras medidas.

Pedimos ajuda ao governo estadual e aos municípios do estado, para que também façam a sua colaboração.

Não se pode pedir para que todos parem suas atividades sem uma contrapartida.

É a Abrasel a favor de medidas justas de todos para todos.