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Presidentes da Câmara e do Senado criticam Salles por ataque a ministro da Secretaria do Governo

As publicações reforçam ainda mais as tensões no governo federal

09:39 | 25/10/2020
 EMBATE entre Salles e Ramos tem como pano de fundo paralisação de birgadistas do Ibama, que já retomaram ações anti-incêndio (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 EMBATE entre Salles e Ramos tem como pano de fundo paralisação de birgadistas do Ibama, que já retomaram ações anti-incêndio (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em ação conjunta, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, publicaram mensagens de crítica ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na tarde desse sábado, 24. Tudo começou quando Salles pediu pelo Twitter que o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, parasse com a "postura de Maria Fofoca".

A publicação do ministro do Meio Ambiente acompanhou reportagem do jornal O Globo, que dizia que Salles estaria "esticando a corda com a ala militar do governo" ao afirmar que brigadistas do Ibama cruzariam os braços por falta de orçamento da pasta. Salles tem informações de que Ramos trabalha para minar sua atuação no ministério.

A partir daí, os presidentes decidiram defender Ramos. O primeiro foi Rodrigo Maia (Democratas): "O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo."

Depois, foi a vez de Davi Alcolumbre (Democratas) criticar a postura de Salles. “Não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro. Isto só apequena o governo e faz mal ao Brasil”, opinou.


Por outro lado, a ala ideológica do governo estaria do lado de Salles, já que vê no ministro da Secretaria do Governo como um dos principais responsáveis pela aproximação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o Centrão. O histórico de desarranjos inclui ainda pressão sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ex-líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO). No Ministério da Agricultura, nomeações para cargos feitas por Ramos têm incomodado a ministra Tereza Cristina.

Com informações da Agência Estado.