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MEC informa a deputados que não sabe a quantidade de alunos assistindo aulas pela TV ou internet

O documento, enviado ao fim de junho, pedia dados sobre o ensino remoto e também sobre a reestruturação do calendário para o ano letivo

19:14 | 03/08/2020
Ministro da Educação, Milton Ribeiro, assinou a nota  (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Ministro da Educação, Milton Ribeiro, assinou a nota (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O Ministério da Educação (MEC) afirmou nesta segunda-feira, 3, não saber a quantidade de alunos que está assistindo a aulas pela internet ou televisão durante o período de pandemia do novo coronavírus. A resposta foi dada a um grupo de sete parlamentares, parte da comissão da Câmara responsável por acompanhar o trabalho do ministério. As informaçôes são do G1.

O documento, enviado que ao fim de junho, pedia dados sobre o ensino remoto e também sobre a reestruturação do calendário para o ano letivo. O MEC respondeu parte das perguntas um mês depois, mas declarou que "não dispõe de informações acerca do número de alunos da rede pública de ensino do país que estão tendo teleaulas e aulas online até o momento”.

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Assinado no dia 27 de julho pelo ministro da Educação Milton Ribeiro e encaminhado à Câmara, o texto é baseado em uma nota técnica da Secretaria de Educação Básica do MEC, a partir do site do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

O MEC também consultou uma pesquisa feita pelo Consed e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Devido ao fato de ter conseguido resposta só de 71% das redes municipais, o ministério afirmou não ter dados suficientes para entregar os números. 

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Em nota, o ministério afirma que "a partir das informações acima registradas, é possível afirmar que todas as redes estaduais estão implementando o ensino a distância e parte das redes municipais também. Porém, o MEC não pode afirmar com precisão o percentual de estudantes que estão participando do processo de ensino-aprendizagem por meio das atividades não presenciais, o que nos impede de responder sobre o quantitativo exato de alunos das redes públicas de ensino [que] participam de teleaulas e aulas online".

Ainda no ofício é ressaltado que o MEC "adotou um conjunto de medidas emergenciais para orientar e prestar apoio ao desenvolvimento da educação nacional", além de citar a aprovação de um "processo de homologação, com orientações educacionais para a realização de aulas e atividades pedagógicas presenciais e não presenciais no contexto da pandemia”.

Para o G1 o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) classificou a falta de dados como "mais um capítulo da falta de gestão do MEC".

“Uma das funções do MEC é realizar a consolidação dos dados para montar um panorama nacional. Nessa pandemia, a posição do MEC foi de cruzar os braços. O MEC não fez levantamento de dados e não ofereceu apoio às redes estaduais e municipais para que elas o fizessem. Muitas fizeram, mas por conta própria. Nós precisamos de uma radiografia da educação pública brasileira para que a gente possa montar políticas públicas de enfrentamento”, destacou.