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Cegás pode ter mudança na sua composição

00:00 | 06/07/2019

A equipe econômica do Governo Federal já anunciou que um dos focos do segundo semestre será a privatização das estatais. Dentro deste processo, uma das vitrines é o setor de petróleo e gás, com repercussões no Ceará. A composição acionárias da Companhia de Gás (Cegás), por exemplo, pode passar por mudanças com o processo de venda de companhias da Petrobras.

Atualmente, 17% dos ativos da empresa pertencem ao Governo do Estado; outros 41,5% a Petrobras Gás S/A (Gaspetro) e mais 41,5% a japonesa Mitsui.

Caso se confirme o que vem sendo anunciado pela Petrobras, essa participação na Cegás pode deixar de existir. Pela regulamentação que vem sendo discutida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), os estados endividados também devem retirar sua participação.O caso do Ceará é diferente. O Estado possui da nota B, concedida pelo Tesouro Nacional, e uma situação financeira considerada acima da média. Apesar disso, não é descartado um programa de concessão.

Antecipação do mercado

Os estados e municípios devem deixar de poupar R$ 520 bilhões em 10 anos. Isso porque não foram enquadrados no projeto de reforma da previdência. Mesmo assim, o mercado já precificou a aprovação da reforma, com alta na bolsa e queda do dólar. A provável votação do texto do relator Samuel Moreira (PSDB-SP),no plenário da Câmara, previsto para a próxima semana, deve garantir um ânimo novo na área financeira.

Fernanda Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará
Fernanda Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará

Ajustes na reforma

Os Secretários de Fazenda do País lançaram manifesto sobre a reforma tributária. O documento, apresentado ontem depois da reunião no Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), faz alertas sobre a PEC 45/2019, em tramitação na Câmara Federal.

Em carta aberta, os secretários pedem mudanças na proposta do deputado Baleia Rossi (MDB/SP), corrigindo questões consideradas fundamentais para a garantir a autonomia dos Estados e do Distrito Federal com relação ao ICMS. Os ajustes também devem assegurar a isonomia no tocante à carga tributária adotada pelos entes públicos.

A secretária Fernanda Pacobahyba participou do evento e assinou a carta.

 

Venda em Fortaleza

A marca Mitsubishi investirá R$ 300 milhões em sua fábrica em Catalão, no estado de Goiás. O objetivo é nacionalizar o novo utilitário esportivo Eclipse Cross. Aproximadamente 200 pessoas serão contratadas na unidade. Pelos dados da concessionária Mito, o modelo está entre os mais vendidos em Fortaleza.

Produtos gráficos

O Ceará exportou mais de US$ 38 milhões em impressão para outros países. Devido ao aumento do volume de vendas no mercado internacional, no período de 10 a 13 de setembro será realizado o evento Signs Nordeste, com foco em impressão digital, sinalização e serigrafia.

Cabos seguros

O secretário da Ciência e Tecnologia, Inácio Arruda, ontem brincou com o governador Camilo Santana, dizendo que queria parte dos investimentos em rodovias para a área de tecnologia. Motivo: normalmente o efeito dos recursos duram mais.

Cadastro positivo

O comércio anda esperançoso com o impacto do cadastro positivo. Pelas projeções dos lojistas locais, a partir de setembro deve ocorrer a cobrança de juros individualizados, com taxas que variam de acordo com o perfil do cliente.

Baixa Confiança

Mesmo com o cadastro positivo, a pesquisa mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mede o Índice de Confiança do Empresário, permanece em queda. Eis mais um retrato do cenário nacional.

Frase

Não é a lei que deve ser forte. É a carne que não deve ser fraca

Roberto Campos (1917-2001), economista e ex-ministro do Planejamento

 

Neila Fontenele