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Proposta cearense para novo Nordeste

01:30 | 27/05/2019

O governo federal anunciou esta semana o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, desenvolvido pela Sudene e que, até agosto, deve ser encaminhado para apreciação do Congresso Nacional. A proposta pode ser incluída no Plano Plurianual da União, que define o planejamento de longo prazo das ações.

Mas existem propostas pensadas em vários estados do Nordeste que deveriam ser levadas em consideração. No Ceará, foi elaborado pelo Instituto Econometrix um documento chamado "Um novo projeto para o Nordeste do Brasil".

No capítulo cinco do documento estão quatro grandes eixos de políticas que deveriam ser desenvolvidas na região: sociais (centradas na educação, saúde e redistribuição de renda); infraestrutura (com foco do saneamento); criação de emprego; e meio ambiente. Os autores são nove economistas veteranos do Banco do Nordeste, professores pós-graduados aposentados da Universidade Federal do Ceará e um ex-superintendente da Sudene, que resolveram contribuir com propostas, liderados pelos professores Pedro Jorge Ramos Viana e Pedro Sisnando Leite.

PROPOSTA DA SUDENE

O plano elaborado pela Sudene para o Nordeste aposta no fortalecimento das redes de cidades intermediárias, com áreas de influência que possam crescer economicamente. Uma das diretrizes seria o estímulo ao desenvolvimento sustentável da região, com base em seis eixos estratégicos: segurança hídrica e conservação ambiental; inovação; desenvolvimento institucional; desenvolvimento de capacidades humanas; dinamização e diversidade produtiva; e desenvolvimento social e urbano.

EDUCAÇÃO: ELEMENTO FUNDAMENTAL

A educação, dentro dessa visão de um novo Nordeste traçada pelo Instituto Econometrix, é um elemento fundamental para o desenvolvimento, incluindo a obrigatoriedade do ensino fundamental integral em todas as escolas e de um ensino de qualidade em todos os níveis. O documento leva em consideração as propostas do senador Cristovam Buarque e do professor Mangabeira Unger, onde a educação é um elemento fundamental para a inclusão social.

Samuel Sicchierolli
Samuel Sicchierolli

AQUECIMENTO NAS VENDAS

O presidente da Venture Capital Investimentos (VCI), grupo responsável por trazer a marca Hard Rock ao Brasil, Samuel Sicchierolli, tem se surpreendido com os resultados das vendas no Ceará. A expectativa era de que 30% da comercialização do hotel em construção na Praia de Lagoinha fosse concluída após a entrega do empreendimento mas, com o ritmo de procura atual, há a possibilidade de fechamento de todos os contratos antes da inauguração, prevista para 2020.

Em entrevista ao O POVO Economia da TV O POVO, que será exibido hoje, às 20 horas, ele explica que esse é um setor que não tem crise. Além da marca forte, que ajuda a alavancar as vendas, o formato de comercialização fracionada também facilita a adaptação do negócio ao bolso do cliente.

BRASIL PARA OS BRASILEIROS

A instabilidade do mercado brasileiro já é conhecida no cenário internacional. Samuel Sicchierolli explica que alguns grupos asiáticos falam que "o Brasil é para os brasileiros". Ou seja, os investimentos no país devem ser focados no mercado interno que é bem representativo, já que os estrangeiros muitas vezes apresentam dificuldade para acompanhar as flutuações da economia e da política.

Mesmo diante desse cenário, 12% das vendas do Hard Rock, até agora, foram para estrangeiros.

Neila Fontenele