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Sem investimentos, Brasil pode ir para recessão

00:00 | 16/05/2019

O ministro Paulo Guedes afirmou esta semana que a economia está no "fundo do poço". E fica a pergunta: o que virá depois, caso não haja investimento para destravar o setor produtivo e a geração de empregos?

Os números apresentados ontem pelo índice IBC-Br do Banco Central, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), confirmam o nível de dificuldades do País: houve um recuo de 0,68% no primeiro trimestre de 2019. Esse é o retrato da estagnação.

O ministro Paulo Guedes, um "chicago boy", conhece bem as receitas técnicas para destravar a economia e sabe das recomendações de investimentos. Para o ministro, a reforma da Previdência proporcionaria o alívio necessário no caixa do governo para conseguir recursos para investir, mas quais os prejuízos para as próximas gerações? Uma reforma da Previdência não pode ter apenas um objetivo fiscal.

 

NOVO SINDICALISMO

Um dos principais temas da 35ª edição do Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), que começa hoje, no Centro de Eventos, será "O Novo Sindicalismo Empresarial e Atuação dos seus Braços Sociais".

Objetivo: inspirar novas formas de sindicalismo empresarial e de sustentabilidade das instituições.

Luiz Gastão
Luiz Gastão

DEFESA DO SISTEMA S

O presidente licenciado do Sistema Fecomércio Ceará e vice-presidente nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Luiz Gastão Bittencourt da Silva, em entrevista à coluna, informou que existem diálogos com o Governo Federal para a manutenção do Sistema S.

"Estamos conversando para a manutenção do Sistema S pela sua importância e relevância. Acredito que os recursos serão mantidos". Vale lembrar que o sistema S tem braços importantes na educação, como o Sesi e o Senac.

Segundo Gastão, 80% dos recursos do Sistema são destinados para atividades-fim. Portanto, a redução do orçamento comprometeria as atividades.

MANUTENÇÃO DE ORÇAMENTO

Há o reconhecimento de lideranças do Sistema S de que alguns procedimentos precisam ser revistos. Apesar disso, ninguém pretende renunciar a um orçamento total de quase R$ 18 bilhões, que o governo pretende utilizar para custeio. Vale lembrar que tais recursos mantêm instituições como Sebrae, Sesc, Sesi e Senai.

CORTES NA JUSTIÇA

Ontem, o dia foi de protestos em defesa dos recursos para a educação. No Ceará, a OAB reiterou sua defesa das universidades públicas. Em entrevista ao O POVO Economia, na rádio O POVO CBN, o advogado e conselheiro da OAB, Vanilo Carvalho, destacou que o assunto pode ser levado ao STF.

Política de DESENVOLVIMENTO

O economista Alcântara Macedo, em entrevista ao O POVO Economia, também destacou que os recursos da área de educação não devem ser mexidos e lembra o caso da Coreia, cujo desenvolvimento ocorreu depois dos investimentos nessa área. "Se o governo precisa fazer cortes, que tire de outro lugar", acrescentou.

LIBERDADE DE AÇÃO

O economista Luís Eduardo Barros, vice-presidente do Ibef-CE, explica que o governo possui um orçamento muito amarrado, que o impede de fazer cortes. Na sua avaliação, por essa razão a opção pelo contingenciamento da educação. A medida provisória da liberdade econômica (MP 881/2019), caso seja aprovada, na opinião do analista, resolveria o problema.

A proposta retiraria algumas regulamentações e deixaria o caminho aberto para um estado menor e menos intervencionista.

Gestão de transição

Começou ontem a transição entre a gestão de Beto Studart, atual presidente da Fiec, e o futuro presidente da entidade, Ricardo Cavalcante. As decisões serão a partir de agora divididas entre as duas diretorias.

Neila Fontenele