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Fechamento de agências impactará nos municípios

00:00 | 11/05/2019

O fechamento de 14 agências do Sine/IDT no Ceará impactará nas economias dos municípios. Pelos dados do Ministério da Economia, no ano passado, o conjunto das cidades onde estão sendo desativadas as agências receberam R$ 180 milhões para pagamento de seguro-desemprego, o que equivale a um quinto dos valores pagos através deste benefício no Ceará (R$ 918 milhões).

Mesmo com a digitalização de dados, existe previsão de efeitos colaterais, como a necessidade de um deslocamento maior para o andamento dos processos e saque dos recursos. Normalmente, as agências funcionam próximo a unidades da Caixa, onde é efetuado o pagamento.

Outro problema: parte dos gastos será feito onde houver o saque do dinheiro. O governo parece que ainda não entendeu que essas agências são responsáveis por um suporte ao trabalhador desempregado. Representa um local de apoio, onde ele conta a sua história e pede orientação onde pode ser incluído.

Também é importante lembrar que nem todo mundo tem acesso aos meios digitais, nem sabe manusear sozinho essas ferramentas.

Portanto, não poderia haver hora mais imprópria para redimensionar esses serviços.

Cortes no orçamento

O fechamento das agências do SINE/IDT ocorrem em função de cortes no orçamento do Estado. Segundo o governo, a redução é de 10%, mas os funcionários dizem que o percentual é muito maior, chegando a 30%.

OS SEM CONEXÃO

As soluções de atendimento digitais são interessantes, mas deve-se pensar que mais de um terço (39%) dos domicílios brasileiros ainda não tem nenhum acesso à internet. A pesquisa TIC Domicílios 2017, elaborada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), mostrava que aproximadamente 27 milhões de residências não possuíam nenhuma conexão digital, enquanto outras 42,1 milhões acessam a rede via banda larga ou dispositivos móveis. Mesmo que tenham ocorrido alguma melhora, certamente não foi suficiente para atender toda essa demanda.

Detalhe: o índice de residências sem acesso à internet era maior nas classes D e E .

Milanesi
Milanesi

TECNOLOGIA PARA REDUÇÃO CUSTOS

O uso de novas tecnologias tem sido a saída para baixar custos de produção. Na área de construção civil, as empresas procuram utilizar automação de processos e até aplicar inteligência artificial para gerar ganhos de gestão e produtividade.

Esse tem sido um dos instrumentos para a tentativa de retomada do setor. O gerente comercial da Simpex Incorporações e Dasart Engenharia, Diogo Milanesi, explica que no mercado imobiliário e de construção civil, os clientes precisam de produtos melhores e mais baratos.

Na sua avaliação, para os próximos anos, com a retomada do mercado, as perspectivas são de que esses investimentos em novas tecnologias se intensifiquem, o que deve trazer mudanças positivas com relação a diminuição de prazos de execução de projetos.

RECUO NAS PROJEÇÕES

Os lojistas continuam sofrendo com a paralisia da economia e apostam todas fichas nas datas comemorativas, como o Dia das Mães. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)também projeta recuo nos índices para o ano. A estimativa era de 5,2% de crescimento nas vendas; o índice caiu para 4,9%.

CHECK-IN SEM FICHA

As redes de hotéis também pretendem aplicar novas tecnologias para facilitar o preenchimento de dados. Ontem, no encerramento do Conotel/Equipotel Regional 2019, realizado em Goiânia, foi anunciado o fim da ficha para a realização do check-in.

Ajuda da União

O ministro Paulo Guedes anunciou que na próxima semana será lançado o "Plano Mansueto". Trata-se de um programa que permitirá mais crédito para os estados financiarem suas despesas. A proposta deve beneficiar principalmente as unidades em dificuldade.

Neila Fontenele