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Rodopiando pelo quarto

00:30 | 15/12/2020

Mesmo com um livro que fala sobre texto dissertativo-argumentativo para revisar e pausa na inspiração que chegou de mansinho, sentou no meu colo e fez dele moradia. Quem me conhece sabe que eu acompanho o trabalho da cantora Taylor Swift. Desde 2017 tento acompanhar o trabalho dela, e ao longo desses 3 anos a sensação que sinto, é que ela está mais dona de si, mais segura, mas sem perder a leveza e o olhar de criança.

Vamos aos fatos: no último álbum lançado, durante a pandemia, a faixa que mais me fez vazar pelos olhos foi a 4 - Exile (que por sinal está tocando nos fones agora mesmo). Lembro que em meio ao cenário caótico e desesperador, do nada esse álbum delicioso nasceu e me ajudou. Fui saboreando faixa por faixa, porém, quando fui ouvir pela segunda vez a melodia Exile, percebi que ia bem além do que eu podia ouvir. Então, fui pesquisar sobre e ler a tradução de fato, lendo verso por verso entendi o motivo de eu ficar contente e triste em questão de segundos enquanto ouvia a música. É uma letra bem sofrida que entra pelos olhos e te faz refletir. Quantas vezes recebi sinais das pessoas e não soube interpretar, quantas vezes deixei pessoas partirem e não consegui fazer nada a não ser ficar assistindo a todo o distanciamento de dois corpos que insistia em acontecer?

Por noites eu chorei sorrindo enquanto rodopiava pelo meu quarto ao som de Exile. Tem música que deixa a gente assim, né?, chega de uma vez e ao mesmo tempo devagar te seduzindo.

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